24/8/2007 às 13h59 - Atualizado em 25/8/2007 às 14h47

Wanessa Camargo lança CD e fala sobre relacionamento com o marido

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Divulgação
CD novo, visual novo, estilo de vida novo. É com esse lote de novidades que Wanessa Camargo lança mais um trabalho. O sexto álbum da carreira, intitulado "Total".

É com este espírito de renovação que a cantora pop e, há oito meses, esposa do empresário capixaba Marcus Buaiz fala com o Folha Vitória. Em um papo descontraído, Wanessa fala da relação com o marido, do local preferido no Espírito Santo, das mudanças que envolvem uma carreira adulta, da vaidade e paixão pela moda, do frenesi que o novo corte de cabelo causou na mídia e do posicionamento político que adotou.


Folha Vitória - O novo CD demorou oito meses para ficar pronto. Você considera o seu trabalho mais autoral? Você também considera o trabalho mais inovador? Você acha que uma carreira pop como a sua deve ser construídas de inovações ou de segurança, com os fãs já sabendo o que esperar?
Wanessa Camargo - É praticamente uma gestação (risos). Eu procuro manter a minha identidade que é o romantismo, falar do amor como mote principal, mas sempre buscando uma inovação em como falar aquele amor, como na sonoridade dos arranjos. Neste álbum tem coisas diferentes como o forró que eu gravei, uma música italiana, um pouco de folk, tem a música "Me Abrace" que é um acústico, o que eu ainda não tinha feito, sons de atabaques; Eu procuro trazer inovações porque o público cresce, modifica, é mutante e eu também. Eu gravo música com a minha personalidade, mas para os outros. E para os outros gostarem, porque senão eu faria um CD só para mim e ficava escutando sozinha.


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FV - Na música que abre o CD você diz que ainda está longe de se descobrir. Mesmo em nova fase de vida, casada, você acha que suas canções ainda vão tocar em assuntos adolescentes. Ou vão acompanhar a tua maturidade?
WC - Eu estou crescendo, então acho natural as canções "crescerem". Eu escrevo e escolho canções que combinam com o momento que eu estou vivendo. Estou em um momento mais sereno, mais maduro. Mas também é importante eu fazer um CD para as pessoas que não estão vivendo isto. Nem todo mundo está em um momento bom, tem alguém que está vivendo um amor machucado, que está sofrendo, que perdeu alguma coisa de alguma forma. Por isso o nome do CD é "Total". Ele busca vários sentimentos e humores diferentes. Tem música para a baixo auto-estima, tem música que fala de uma mulher que dá um toque no cara: "Meu bem, a fila vai andar se você não vier logo!", tem música mais selvagem (risos). São emoções diferentes que eu coloquei no CD.

FV - O CD traz um conceito de capa mais ousado que os anteriores. O seu novo visual, com os cabelos mais curtos, garantiu bastante comentário na mídia. A camiseta promocional é da grife "Do Estilista" de Marcelo Sommer.  Estamos diante de uma nova Wanessa-Fashionista. A moda representa para você um estado de espírito? Não tem medo de errar e afastar o público adolescente, tão ligado à imagem?
WC - Ah, eu gosto de moda! Acho que a nossa imagem exterior, a roupa que a gente escolhe, revela muito quem a gente é. Se eu mostro um cuidado com a minha imagem é lógico que eu sou uma pessoa vaidosa e tenho amor próprio. Eu adoro idéias novas, adoro cores, gosto de mostrar o meu humor pelo o que eu estou vestindo. Eu acho um barato roupa. No encarte do CD eu consegui traduzir a minha imagem. A minha música. Eu falei para o Giovanni Bianco, que é um cara maravilhoso, a minha música é assim, ouça a minha música. Eu sou apaixonada, romântica, mas uma paixão com atitude. Quanto ao cabelo, a minha imagem, é claro que eu tinha uma preocupação com a imagem do CD, eu queria fazer uma coisa da qual eu não me arrependesse. Foi uma mudança muito pensada, fiz teste com peruca antes. Só que eu não posso cortar meu cabelo pensando que alguém vai dizer que ficou feio, senão eu não vou mudar nunca. Eu também tenho opinião sobre a imagem de outras pessoas, sei que as pessoas falam, mas não interessa o que outros pensam; o mais importante é se sentir bem. Eu não agüentava mais o meu cabelo igual porque eu me sentia diferente. O corte representa este desprendimento, esta coragem de encontrar comigo.

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FV - Você faz um dueto no CD com um cantor italiano. Seria o primeiro passo para uma carreira internacional?
WC - Com certeza será o primeiro passo porque essa música também será lançada na Itália pelo CD do Gigi D´Alessio. Ele queria alguém cantando em português e me procurou, falou que tinha pesquisado várias cantoras e que tinha adorado a minha voz. Ele me disse uma coisa que eu achei lindo: "Às vezes as cantoras se preocupam muito com a técnica, mas primeiro precisam encontrar o coração". Eu achei muito bacana e topei na hora. Agora ela será lançada lá, vamos ver, se der certo, quem sabe, não é? Mas eu ainda não tenho o projeto de uma carreira internacional. Minha idéia é trabalhar no Brasil e fazer este CD estourar, se Deus quiser.

FV - A nova música de trabalho é uma versão do trio americano Dixie Chicks. No CD também existem outras versões. Como trabalhar uma regravação para que ela soe autoral. Você não tem medo de comparações?
WC - Neste CD somente duas versões foram gravadas por outros artistas. E as que já foram gravadas eu só trabalho quando eu sei que elas não vão tocar no País. Essa música mesmo, já fazia sucesso há uns oito meses nos Estados Unidos e não tinha tocado nenhuma vez no Brasil, eu pensei: Como assim essa música nunca tocou aqui? É uma música que tem tudo a ver com o brasileiro, é uma música de alma. Eu também fiz a versão de "Me Abrace" de um grupo argentino. As outras que aparecem como versão são inéditas. Nenhum artista nunca gravou estas músicas. Meu produtor escreve para mim, mas como ele é americano, ele escreve em inglês e eu faço a versão. E por isso tem que por versão no CD, por causa dos direitos autorais. Na verdade é uma música inédita que tem a ver comigo e ele faz para mim.

FV - Falando em Dixie Chicks, elas são conhecidas por um comportamento político forte e de apontamento. Na sua família já existe um comportamento político bem definido, com o seu pai participando de campanha política e o seu tio falando "caguei" para campanha nacional "Cansei" e acusando-a de oportunista. Você acha que o artista deve se posicionar politicamente?
WC - Eu acho que o artista tem que falar. Eu não acho que é uma obrigação, cada um faz da sua forma, mas o poder do microfone a gente tem que aproveitar. Cada um deve apoiar a causa que acredita. Eu tenho 24 anos. Agora que eu começo a me interessar com mais afinco à política do Brasil, posso falar com mais tranqüilidade e propriedade. Eu escolhi a causa ambiental e é nela que eu estou focando. É uma causa que me causa preocupação há muito tempo. Quando eu era criança eu já fazia parte de um grupo chamado "Defensores da Natureza". Eu procurei a ONG "SOS Mata Atlântica" como voluntária e depois surgiu o convite para ser embaixadora da ONG. Existem muitas causas importantes no Brasil, mas eu ainda não vejo nenhum artista abraçando a causa ambiental com afinco. Eu me reúno toda semana com a ONG, aprendendo e trocando experiências sobre o que fazer para mudar os problemas ambientais do país. Eu vou participar agora de uma campanha de educação ambiental para crianças e adolescentes, que é o publico que eu consigo chegar. Por exemplo, eu plantei 700 árvores para zerar a minha poluição de um ano. Nem precisa plantar 700 árvores. São atos tão pequenos que podem mudar o mundo. O projeto se chama "Mata Atlântica vai à escola". É falar com o adolescente sobre a importância da nossa natureza.

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FV - Neste CD você é autora de canções, acompanhou todo o processo (mixagem, conceito de capa), também é sócia da Upstars, a empresa que cuida da sua carreira e declarou não acreditar em empresário. Estamos frente à emancipação de Wanessa Camargo?
WC - Durante muito tempo a minha mãe cuidou da minha carreira, mas ela agora precisa cuidar do meu irmão, das coisas dela também. Então eu precisava de uma equipe que me auxiliasse nas diversas áreas. Existe agora toda uma equipe profissional, com foco. Isto para mim é muito importante, para que possa ter um trabalho bem feito. É uma certa emancipação sim, hoje eu tenho escritório com áreas independentes.

FV - Você também é sócia do seu marido (o empresário capixaba Marcus Buaiz). Não teme misturar vida profissional com a pessoal?
WC - Eu não consigo fazer esta divisão de vida pessoal e profissional. Para mim é tudo vida. A minha vida engloba tudo o que eu faço. Entre o Marcus e eu existe uma relação muito tranqüila, muito sincera de opinião, de jeito de lidar com as coisas. A gente tem idéias muito parecidas do que é profissionalismo. A empresa não envolve só a minha carreira. Tem também os negócios dele com restaurante, balada, eventos de música. Ele é um cara que entende muito de música. Trabalha com rádio há muito tempo, aí mesmo em Vitória, com a Jovem Pan. Ele entende muito desta área empresarial da carreira. É um cara que eu confio e que eu amo. Não existe essa coisa, agora é Marcus marido, agora o profissional. Nós somos marido e mulher o tempo todo. Amantes que se amam e apóiam o trabalho um do outro.

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FV - Agora que você está casada com um capixaba, qual será a sua relação com a cidade? Pretende passar mais temporadas em Vitória? Mande um recado para os fãs capixabas.
WC - Eu to fazendo mais shows do que nunca no Espírito Santo e estou adorando isso. Os capixabas estão me recebendo com tanto carinho, eu fico tão feliz. Eu falei para ele: "Agora você vai se tornar meio goiano e eu, meio capixaba". Eu estou conhecendo muito o Estado, indo sempre visitar a família dele. Uma maior relação que eu tinha antes. Eu já tenho um lugar que eu amo ir: Guarapari. Ah, eu adoro.

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