12/2/2012 às 5h50 - Atualizado em 12/2/2012 às 5h52

São Torquato, Barreiros, Boa Vista, Piedade e MUG: Escolas encerram Carnaval de Vitória com chave de ouro

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

O último dia de desfiles do Carnaval de Vitória foi encerrado com chave de ouro pelas escolas São Torquato, Unidos de Barreiros, Boa Vista, Piedade e Mocidade Unida da Glória. Leia abaixo os detalhes do que cada uma levou para a avenida, além dos destaques dos outros dias de folia no Sambão do Povo.

São Torquato

Bruno Coelho

Veja a galeria de fotos do desfile da São Torquato. Clique aqui.

Luxo, técnica e acabamento impecável nas fantasias. Características da carnavalesca carioca Rosa Magalhães e que estiveram presentes no desfile da escola de samba independentes de São Torquato, a primeira agremiação a abrir o segundo dia dos desfiles do grupo especial do Carnaval de Vitória.

A vermelho e branca de Vila Velha, com o enredo Simplesmente Rosa, fez um desfile empolgante e em vários momentos conseguiu empolgar o público presente nas arquibancadas e nos camarotes do sambódromo capixaba.

Logo no início da apresentação, a agremiação mostrou uma das principais características de Rosa Magalhães, atualmente responsável pelo carnaval da escola de samba Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com fantasias inspiradas no Barroco, estilo artístico preferido da homenageada da escola.

A Comissão de Frente coreografada e com fantasias que simbolizavam um baile à moda antiga deu um show à parte e conseguiu empolgar o público que já estava presente nas arquibancadas.

A escola colocou várias alas e o casal mestre-sala e porta-bandeira na frente do carro abre-alas, uma estratégica que agradou as pessoas que acompanhavam sua apresentação.

A Independente de São Torquato apostou ainda no colorido e brilho em suas fantasias. Dois carros alegóricos roubaram a cena ao trazer como destaques homens com corpos esculturais. A escola encerrou seu desfile com o carro cheio de bandeiras de agremiações capixabas dando boas-vindas à homenageada.

Barreiros

Bruno Coelho

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Segunda agremiação  a desfilar neste sábado do Carnaval de Vitória, a escola de samba Unidos do Barreiros levou para a avenida o enredo “Barreiros Canta a Cultura das Terras de Aracruz”, uma homenagem ao município localizado no litoral norte do Espírito Santo.

A Barreiros abriu seu desfile trazendo na comissão de frente integrantes representando os nativos do município, simbolizando os índios que se dominavam dono das terras que deu origem à cidade.

Um dos momentos altos do desfile foi a passagem da rainha de bateria Fabíola Monteiro pela avenida. Ela levou o público nas arquibancadas ao esbanjar simpatia e exibir um corpo escultural coberto apenas por uma pintura.

Além da rainha de bateria, outra integrante da escola que chamou atenção foi uma das componentes da ala das baianas. Apesar de estar em uma cadeira de rodas, ela mostrou muita alegria e garra durante sua apresentação. O público aplaudiu bastante sua passagem pelo corredor da folia.

Apesar do empenho da escola, a agremiação deve ser prejudicada em alguns quesitos. Entre eles o que julga fantasias e alegorias. Nos carros da Barreiros era possível observar que faltou acabamentos e muitos deles desfilaram com a estrutura de ferro à mostra.

Boa Vista

Bruno Coelho

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Com um desfile repleto de celebridades, a escola de samba Boa Vista levou ao delírio o público que estava presente nas arquibancadas. Terceira agremiação a entrar na avenida no segundo dia do Carnaval de Vitória, a vermelha e branca de Cariacica fez uma grande homenagem à atriz, poetisa e escritora capixaba Elisa Lucinda.

Com o samba-enredo "Vida em Poesia. A Lira que é Lucinda", a Boa Vista foi bastante aplaudida e deixou o sambódromo como uma das favoritas ao título do Carnaval de Vitória. A escola foi a única que arrancou gritos de “É campeã” da platéia.

Amigos de Lucinda, como a atriz Regina Duarte, foram destaques no último carro alegórico, uma reprodução da Casa de Poema,um projeto da atriz para levar cultura e conhecimento à população.

Antes mesmo de entrar na avenida, as arquibancadas lotadas já davam demonstrações de carinho e admiração pela escola de Cariacica. Quando deu-se início ao desfile, houve uma explosão de alegria no sambódromo capixaba.

Um dos destaques da apresentação foi a Comissão de Frente, que simbolizava os guardiões de Elisa nas águas de Iemanjá. Os integrantes emocionaram com a coreografia representando a rainha do mar.

Um dos carros alegóricos que também chamou a atenção foi o que representava a infância de Elisa, que trouxe para o sambódromo grandes esculturas em forma de panela de barro. O objetivo era lembrar a época em que a atriz vivia com simplicidade no município de Cariacica.

Piedade

Bruno Coelho

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Foi com enredo de esperança que a Piedade entrou na avenida para fazer um alerta contra o câncer nas mulheres. Com o tema “Piedade, um ato de amor na vida de tantas Marias, guerreiras ou anjos de Luz”, a agremiação da Fonte Grande fez um desfile técnico, mas não chegou a empolgar o público como sua antecessora, a Boa Vista.

A agremiação aproveitou para fazer uma homenagem às mulheres que trabalham na Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc). A Piedade não poupou criatividade para mostrar a luta dessas mulheres contra a doença.

Na comissão de frente, a agremiação trouxe uma caixa de pandora, onde os integrantes simbolizavam os deuses do Olímpio, sem esquecer da mensagem de esperança para aqueles que convivem com o câncer.

A escola fez um passeio de cores e brilho na avenida, abusando do dourado nas suas fantasias e alegorias. Destaque para a presença de mulheres grávidas em uma das alas, simbolizando a esperança.

No final do desfile uma ala de mulheres que lutam contra o câncer e também daquelas que trabalham para ajudá-las a enfrentar esse problema cada vez mais comum na vida das representantes do sexo feminino, mas que apesar de tudo é possível ter uma vida normal com a doença. A Ala das baianas foi a responsável para encerrar o desfile da agremiação.

MUG

Bruno Coelho

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A Mocidade Unida da Glória (MUG), atual campeã do carnaval de Vitória, como já é tradição abusou do luxo e da grandiosidade das suas fantasias para homenagear o Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Com o enredo “Gonzagão! Filho do Sertão, Majestade do Baião – 100 anos em Glória, a MUG deixou a avenida como uma das favoritas para disputar o título de bicampeã.

Apesar das fantasias e alegorias impecáveis, a MUG pode ser prejudicada e perder pontos importantes. Um dos seus carros quebrou em plena avenida, ficou desgovernado e atingiu uma das grades de proteção.

A ala que vinha logo atrás teve que se adiantar e entrar na frente da alegoria. Mesmo com o esforço para evitar falhas na harmonia, um grande buraco se formou no corredor da folia. Mas integrantes não desanimaram e mostraram muita garra até o final do desfile.

Todos os carros levados para a avenida abusaram do tamanho das alegorias. Um dos que mais chamou atenção foi o que veio no final do desfile, como uma imagem gigante do Rei do Baião, representando os 100 anos de Gonzagão.

Destaque também para a batida nota 10 da bateria da Glória. E quem brilhou na frente dos ritmistas foi a rainha Fernanda Figueiredo, fantasiada de Maria Bonita.

No final, os portões foram abertos e o público encerrou o desfile atrás da escola de Vila Velha. A apuração dos votos dos jurados será feita na próxima terça-feira, dia em que a será conhecida a grande campeã do carnaval de Vitória.  

1º dia- Grupo Especial

O segundo dia de desfiles do Carnaval de Vitória foi marcado pela apresentação das cinco primeiras escolas do Grupo Especial. Andaraí, Pega no Samba, Novo Império, Jucutuquara e Imperatriz do Forte levaram muito colorido e animação para o Sambão do Povo e mostraram porque merecem se manter no grupo de elite do carnaval capixaba.

Andaraí

Bruno Coelho

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A escola de samba Andaraí foi a primeira a entrar no corredor da folia durante o primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Vitória. A agremiação do bairro Santa Marta, na Capital, apostou na irreverência para homenagear o artista capixaba Milson Henriques.

A escola teve problemas na concentração com o carro abre-alas, mas conseguiu colocar a alegoria na avenida com muito esforço para contar a história de vida do multimídia que ficou famoso graças à sua irreverência.

Logo na Comissão de Frente, as fantasias batizadas de anjo e demônio encenaram o surgimento da vida de Henriques no mundo da arte quando fugiu de casa aos 14 anos de idade para viver do seu talento.

Um dos principais personagens do homenageado, a Mary, apareceu no segundo carro e ganhou destaque ainda em uma das alas da agremiação. A escola encerrou sua apresentação trazendo Milson Henriques no último carro, junto com a velha guarda da escola, simbolizando os 50 anos da sua vida profissional.

A Andaraí contagiou o público que estava na arquibancada, terminou sua apresentação bastante aplaudida das arquibancadas e dos camarotes. A paradinha da bateria também contribuiu para levantar os foliões presentes no sambódromo.

Pega no Samba

Bruno Coelho

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A escola Pega no Samba, segunda agremiação a desfilar no Grupo Especial do Carnaval de Vitória, apostou na grandiosidade dos carros alegóricos e no colorido das fantasias para contar a história da morte na avenida. Com o enredo “Nós que aqui estamos por vós esperamos” contou de forma criativa os mistérios que envolvem a morte.

Logo no abre-alas, a Pega no Samba surpreendeu pelo tamanho das esculturas, grandiosidade que veio também no segundo e terceiro carro alegórico.  Todos mostrando a ordem cronológica da vida e consequentemente da morte.

Além do tamanho dos carros alegóricos, a agremiação azul, vermelho e branco do bairro Consolação coloriu o sambódromo, mostrando que nem só de preto é possível simbolizar a morte.

Um dos destaques da escola foi a ala composta só de vampiros, além da empolgação do casal mirim de mestre-sala e porta-bandeira.  Com as arquibancadas lotadas, a escola foi aplaudida quando encerrou seu desfile confiante que vai estar entre as primeiras colocadas do carnaval de Vitória.

Novo Império

Bruno Coelho

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Foi com muita alegria que a escola de samba Novo Império entrou na avenida para contar “As lendas e Maravilhas do Espírito Santo” e o orgulho de ser “capixaba da gema”, como diz trecho do samba enredo da escola deste ano. O tema, que já foi cantado em 1976 e deu o título de vice-campeã para a agremiação, foi reeditado e agradou o público presente no sambódromo durante o primeiro dia dos desfiles do Grupo Especial do Carnaval de Vitória.

Logo na comissão de frente, a tradicional azul, branca e rosa mostrou o surgimento do Espírito Santo com a chegada de Vasco Coutinho em solo capixaba. As fantasias lembravam a época do império, mas de forma irreverente simbolizava o que o português pensaria do Estado se chegasse por aqui nos dias atuais.

A Novo Império inovou colocando a ala das baianas logo no início dos desfiles. Todas fantasiadas simbolizando Oxum, o orixá que reina sobre as águas dos rios, além do amor e da riqueza. Por isso, as fantasias vieram abusando do dourado.

As alas fizeram um verdadeiro passeio na história do Espírito Santo, passando pelas lendas, os mitos e o folclore capixaba, além das belezas naturais que atraem os turistas para o Estado. O carro abre-alas simbolizou o universo marítimo, com vários golfinhos fazendo movimentos em cima da alegoria.

Uma das características da Novo Império no seu desfile foi a alegria, com todos os componentes cantando o samba-enredo na ponta da língua. Destaque ainda para a bateria da escola, que apresentou diversas paradinhas, deixando o público presente nas arquibancadas emocionado. A agremiação encerrou sua apresentação bastante aplaudida e pode ser um das fortes candidatas ao título. 

Jucutuquara

Bruno Coelho

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Depois de quase ficar de fora do carnaval de Vitória por causa de dívidas financeiras, a escola de samba Unidos de Jucutuquara entrou na avenida sem o luxo característico da agremiação verde, vermelha e branca, no entanto esbanjou criatividade para contar as lendas da Amazônia durante sua apresentação no sambódromo capixaba.

Com o tema “Mistérios e encantos da ilha Tupi-Nambarama”, a escola abusou das penas, e plumas. Foram 17 alas para trazer para a avenida os encantos de Parintins, na Amazônia. Na comissão de frente, vieram vários índios com coreografia que simbolizavam os guardiões da ilha.

Apesar do desfile mais modesto, os carros alegóricos da Jucutuquara exibiram grandes esculturas, como sua coruja, marca tradicional da agremiação. Destaque para as alas das baianas, que traziam em suas fantasias o paraíso amazônico.

Um dos pontos emocionantes do desfile foi a passagem da rainha de bateria Tatiana Paysan, fantasiada de Cunhã-poranga, a índia mais bela da ilha. Em seu último ano à frente da bateria, a beldade deu show de simpatia e ritmo. Em vários momentos do desfile, ela não conteve as lágrimas.

Com apresentação de superação, a Jucutuquara encerrou seu desfile na avenida bastante aplaudida, mas não chegou a empolgar o publico que acompanhava o primeiro dia oficial do Carnaval de Vitória.

Imperatriz do Forte

Bruno Coelho

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Já passava das seis horas da manhã quando a escola de samba Imperatriz do Forte encerrou sua apresentação na avenida. Com o tema “Sesi 60 anos , Gira Mundo, Gira Vida”, a agremiação fez uma verdadeira homenagem ao trabalhador capixaba. Nas arquibancadas, o público não arredou o pé e acompanhou a apresentação até o fim.

A verde e Rosa do Forte São João, em Vitória, abusou do colorido, principalmente nas fantasias da ala das baianas. Os carros alegóricos chamaram atenção pela criatividade. Entre eles, o carrossel de ilusões, representando o encanto do universo infantil. A escola levou para a avenida um verdadeiro parque de diversões.

Destaque ainda para a bateria do mestre Reginaldo. Além das tradicionais paradinhas, os componentes, todos fantasiados de operários, deram show na avenida, não deixando o público ficar parado. 

Além dos tradicionais casais de mestre-sala e porta-bandeira, a escola inovou e emocionou a arquibancada ao trazer uma porta-bandeira cadeirante. A Imperatriz encerrou sua apresentação com o carro representando os projetos sociais desenvolvidos pelo Sesi no Estado. 

E neste sábado acontece o segundo dia dos desfiles do carnaval de Vitória. Quem entra na avenida são as escolas Independentes de São Torquato, Unidos de Barreiros, Boa Vista, Unidos de Piedade e Mocidade Unida da Glória (MUG), atual campeã do carnaval capixaba.

Grupo de Acesso

As escolas de samba Arco-Íris, Rosas de Ouro e Tradição Serrana deram um show de colorido e empolgação no primeiro dia dos desfiles do Carnaval de Vitória. Com exceção da Arco-íris, que desfilou como convidada, as duas agremiações da Serra disputam vaga no grupo de elite do carnaval de Vitória. Confira o resumo do que cada uma delas apresentou no Sambão do Povo!

Arco-Íris

Bruno Coelho

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Depois de 19 anos longe do sambódromo, a escola de samba Arco-íris abriu os desfiles do primeiro dia do Carnaval de Vitória. Com o enredo “É proibido proibir”, a agremiação do Ibes, em Vila Velha, fez uma grande homenagem ao carnavalesco carioca Joãozinho Trinta, que morreu no final do ano passado.

Logo após o carro abre-alas, a Arco-Íris trouxe uma réplica da estátua coberta do Cristo Redentor, que foi proibida de entrar na avenida durante o desfile da Beija-flor, escola do Rio de Janeiro. Na estátua a escola exibiu uma faixa com a frase “Mesmo proibido, olhai por nós”. A polêmica foi uma das marcas do carnavalesco.

Apesar de não estar na disputa para subir para o Grupo Especial e apresentar dificuldades durante a apresentação, a escola de Vila Velha mostrou bastante animação. Um dos problemas que a agremiação enfrentou foi com o primeiro carro alegórico, que entrou no Sambão do Povo sem a maioria dos destaques. Além disso, a falta de acabamento podia ser vista em boa parte das alegorias da escola.

Mesmo assim, os integrantes não desanimaram e mostraram satisfação de voltar a desfilar e muito samba no pé. A comissão de frente caprichou na coreografia e no colorido das fantasias, assim como a ala das baianas.

Ao todo, a escola levou dois carros e um tripé para a avenida. A arco-íris encerrou seu desfile no sambódromo com a frase “Liberdade, liberdade. Abre as asas sobre nós”, escrita no seu último carro alegórico. A alegria da agremiação foi representada pela drag-queen Chica Chiclete, ícone do público gay capixaba.

Rosas de Ouro

 Bruno Coelho

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Segunda escola de samba do Grupo de Acesso a entrar na avenida durante o carnaval de Vitória, a Rosas de Ouro levou para o sambódromo o orgulho, as belezas e o desenvolvimento do município da Serra.

Com o tema “Serra: Orgulho do Brasil, quarta cidade que mais cresce no país, sou capixaba, sou da Serra e sou feliz”,a  agremiação não se abateu nem mesmo por ter ficado sem um dos seus carros, que acabou quebrando na Reta do Aeroporto e nem conseguiu chegar ao Sambódromo.

Foram apenas dois carros alegóricos, mas a alegria compensou a perda dos pontos que a escola terá pela falta da alegoria. Como já é tradição, a Rosas de Ouro esbanjou amarelo e dourado na confecção das suas fantasias. Cores marcantes principalmente nas roupas do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e na ala das baianas.

A escola apostou no orgulho dos moradores da Serra para retornar ao Grupo Especial dos desfiles do Carnaval de Vitória. Seu desfile foi um verdadeiro passeio pela história do município, desde o surgimento dos primeiros habitantes da cidade até os pés do morro do Mestre Álvaro.

A agremiação lembrou das dificuldades enfrentadas pelos colonizadores do município, mas frisou que, apesar dos problemas enfrentados por aquelas civilizações, o povo serrano carrega o orgulho no sangue dos capixabas nascidos na cidade.

Além da cultura, a Rosas de Ouro não se esqueceu de mostrar as belezas naturais e o progresso resultante do desenvolvimento industrial do município. As belas praias da cidade também foram destacadas nas fantasias dos componentes, que encerraram o desfile com muito colorido e confiantes de que vão conquistar o título do Grupo de Acesso.

Tradição Serrana

 Bruno Coelho

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Depois de ter ficado em último lugar nos desfiles do ano passado, a Tradição Serrana, última escola a desfilar no primeiro dia do Carnaval de Vitória, entrou na avenida com disposição de recuperar o tempo perdido e retornar para o grupo de elite. A agremiação da Serra fez uma homenagem às 13 escolas que vão desfilar no sambódromo este ano.

Com o enredo “As 13 maravilhas do carnaval capixaba”, a escola coloriu o Sambão do Povo. Não chegou a empolgar o público na arquibancada, mas foi aplaudida durante sua evolução na avenida. Além das escolas, a Tradição Serrana fez uma homenagem ao município de Vitória.

Passava de 1 hora da madrugada quando a escola encerrou seu desfile. Apesar do horário, os componentes esbanjaram disposição e mostraram que o samba-enredo estava na ponta da língua, a verdadeira alegria do povo serrano, como diz trecho da música.

Mesmo com empenho em retornar ao grupo de elite, a agremiação deve perder alguns pontos importantes, já que não apresentou o número mínimo de carros alegóricos.

Nesta sexta-feira (10), acontece o segundo dia dos desfiles e o primeiro dia do grupo especial, a partir das 22 horas. Vão entrar na avenida Andaraí, Pega no Samba, Novo Império, Unidos de Jucutuquara e Imperatriz do Forte.

                       

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