17/10/2013 às 11h34 - Atualizado em 17/10/2013 às 11h34

Palácio Anchieta recebe exposição de Cândido Portinari nesta sexta-feira

Redação Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Divulgação/ Governo do EstadoO Palácio Anchieta realiza a mostra “Portinari na Coleção Castro Maya”, nesta sexta-feira (18), a partir das 9h. E exposição que traz 40 obras de um dos maiores pintores brasileiros do século XX segue até o dia 15 de dezembro e a entrada é gratuita.

A mostra “Portinari na Coleção Castro Maya” celebra o reconhecimento a uma amizade antiga. A relação entre o pintor Cândido Portinari (1903-1962) e o mecenas e colecionador de obras de arte nacionais Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). As obras da exposição foram adquiridas entre as décadas de 1940 e 1960, e, numa atitude pioneira e generosa por parte do mecenas, foram transformadas em patrimônio público. Com isso, a Coleção Castro Maya se tornou o maior acervo público de obras de Portinari.

A exposição que se inicia na próxima semana reunirá pinturas, desenhos, gravuras e documentos em três núcleos distintos. O primeiro, Colecionador, destaca a relação profissional entre os dois e reúne obras como Menino com Pião, O Sonho, A Barca, O Sapateiro de Brodósqui, Grupo de Meninas Brincando, Lavadeiras e Morro nº 11. O núcleo Mecenas é o resultado das encomendas de Castro Maya ao artista e terá gravuras como Menino a Chupar Cana, Trabalhadores do Engenho, Retrato de Menino, Velha Totonha e Homem a Cavalo. Por fim, Amigos tem foco sobre os registros, fotos, documentos e obras, como o Retrato de Castro Maya, que testemunham o afeto e as afinidades que uniram Portinari e Castro Maya. Divulgação/ Governo do Estado

Quem foi Portinari

Nascido em uma fazenda de café em Brodowski, no interior de São Paulo, Portinari cursou apenas o primário. Apesar da origem humilde, desde cedo manifestou talento para a pintura. O artista começou a desenhar aos seis anos e aos nove participou da restauração da igreja de Brodowski, auxiliando pintores italianos. Aos 15 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, para frequentar a Escola Nacional de Belas Artes. Ainda jovem, ganhou um prêmio de pintura, que permitiu a ele se aprimorar em Paris, na França.

Portinari voltou ao Brasil para registrar imagens ligadas ao povo e foi quem melhor retratou a identidade do trabalhador brasileiro. Considerado ícone máximo do Movimento Modernista, ele foi cultuado por muitos de seus contemporâneos. Além de desenhos, pinturas e gravuras, ele se dedicou a pintar painéis e murais. Alguns exemplos são o Conjunto Arquitetônico da Pampulha e os painéis que decoram o edifício da Organização das Nações UDivulgação/ Governo do Estadonidas em Nova York. A produção de Portinari é estimada em 5 mil obras.
Palácio Anchieta

O Palácio Anchieta é uma das mais antigas sedes de governo do País. O prédio, antes restrito aos governantes, agora, além de cartão postal da cidade e do Estado, é ponto de visitação turística.

A sede foi aberta à visitação pública em 2009 depois da restauração completa do prédio. Além de capixabas da Grande Vitória e do interior, o prédio é visitado por turistas de quase todos os Estados do Brasil e também por estrangeiros de vários países.

Pela sua importância histórica e cultural, o prédio faz parte do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (IPHAN/MINC) e é tombado pelo Conselho Estadual de Cultura.
A realização da exposição é do Jornal A Gazeta, em parceria com o Instituto Sincades e patrocínio da Secult.

Serviço:

Exposição “Portinari na Coleção Castro Maya”

Período: 18 de outubro a 15 de dezembro
Horário e dias de funcionamento: De terça a sexta-feira – das 09h às 17 horas; Sábado, Domingo e Feriados - das 09h às 16 horas.
Local: Salão Afonso Brás, no Palácio Anchieta – Centro de Vitória
Agendamento para grupos:
Pelo telefone:
(27) 3636-1032 – (27) 3636-1048
Email: agendamento@palacioanchieta.es.gov.br
Mais informações: 3315-7071

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