Dia das Mães: coragem, energia e força de vontade de sobra da primeira mamãe corredora homenageada

Alyne corre ao lado da pequena Catharina

Elas trabalham, cuidam da casa e dos filhos e ainda arrumam tempo para correr. A vida das mamães corredoras é, literalmente, uma corrida. Em homenagem a todo suor e a todo esforço no dia a dia, o blog Corrida de Rua traz esta semana relatos e histórias de grandes vencedoras da vida e que merecem sempre medalhas de ouro.

A primeira homenageada é a servidora pública Alyne Reis, de 39 anos, mãe de Catharina, de 3 anos e 4 meses. Ela conta que começou a correr em 2009, depois de começar a treinar para um concurso público. “Precisava passar no teste físico e fui muito bem. Comecei a me inscrever nas provas e só parei durante a gestação, por recomendação médica. Já tinha corrido 21km no Rio de Janeiro sem saber que estava grávida. Após o meu parto normal, a médica me liberou para voltar a correr quando ela tinha 2 meses”.

O dom de ser mãe não fez com que ela abandonasse a pista. Mas ela conta como a tarefa é árdua: “Ser mãe e atleta, mesmo que amadora, não é uma tarefa fácil. Eu tenho uma planilha que recebo do professor e treino todos os dias (corrida e musculação), deixando apenas o sábado off. Então, a rotina é puxada, mas dá para conciliar. Só precisa de muita disciplina. Sempre treinei à noite, mas, depois da maternidade, resolvi que precisava mudar a rotina. Foi aí que decidi acordar às 5 horas para treinar. Enquanto ela dorme, eu vou pra pista. Chego cansada do trabalho, faço o jantar e ainda faço tarefas da escola. É o meu momento de qualidade com ela”.

Chegada de Alyne na Meia Maratona de Vitória 2018

E a corrida também entrou na vida da pequena Catharina. Alyne relata que a empolgação e a ansiedade antes de participar de uma corrida passam de mãe para filha: “Um dia antes das provas ela já me ajuda a escolher a roupa da corrida, diz que vai correr com a mamãe também! O pai a leva em algumas corridas e ela me vê chegando. É um combustível naquela reta final, em que estamos cansadas. Em breve quero inscrevê-la na primeira prova kids”.

Alyne fala também dos benefícios que a corrida traz: “A corrida hoje é um refúgio que me ajuda a extravasar. É aquele momento meu, que eu esqueço de tudo e consigo focar nos meus objetivos, além de me transformar numa mulher ainda mais forte”.

Para aquelas mamães que ainda estão buscando coragem para começar a correr, ela dá a dica: “Quem quer começar a correr e acha que não é possível por conta de filhos, posso dizer que tudo é questão de adaptação. Não precisa abrir mão de nada, apenas mude a sua rotina e os horários dos treinos. É tudo uma questão de tempo. Aos poucos as peças se encaixam e dá certo”.

O blog Corrida de Rua parabeniza a mamãe Alyne Reis e já adianta que amanhã tem mais uma homenageada. Não perca e busque nelas aquela inspiração que faltava para ser a mais nova viciada em corrida.  

Matheus Thebaldi

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Acompanhava as pessoas nas corridas e ficava impressionado com tamanho fôlego e com tanta disposição até a chegada. Mal corria na esteira. Foi quando fiz uma prova para concurso em 2009 e a mesma exigia o famoso TAF, tendo que correr 2,4km em 12 minutos. Comecei a treinar e não parei mais. Não passei na prova, mas me tornei um viciado em corrida de rua, tendo já feito, inclusive, três maratonas.