Dia das Mães: fundista não perde a velocidade para cuidar dos treinos, dos alunos e do filho

Chris fez questão de levar o pequeno Davi para comemorar com ela o primeiro lugar no pódio

Ao mesmo tempo que cuida do pequeno Davi, de 1 ano e 7 meses, a fundista e profissional de Educação Física Christiane Ritz “corre” para fazer seus treinos e, ainda, gerenciar e treinar sua própria equipe, a Running 4Life ES. Apesar da vida corrida, ela não cansa e ressalta: “Quando temos foco e dá prazer, não pensamos no cansaço”.

E ela não cansa desde pequena. Ainda com 11 anos, quando via seu pai, Milton dos Santos, participando de provas de pista organizadas pelo Sesi para industriários em sua cidade natal, Santa Cruz do Sul (RS), Chris já falava que queria correr. “Ele era minha inspiração. Minha mãe ficava preocupada porque eu era muito magrinha. Mas eu já sabia o que queria. Eu gostava muito de brincar de pique-pega, aquela coisa lúdica. Aí comecei a treinar três vez por semana e participei de minha primeira prova em setembro de 1993”, lembra.

Foi aí que as conquistas começaram. Após ser campeã brasileira e sul-americana em sua categoria, ela bateu recorde no Troféu Brasil, aos 16 anos. Especialista na prova de 800 metros, em 1998, foi sexta colocada nos Jogos Mundiais Escolares, na Rússia. Entre 2000 e 2001, recebeu convite do técnico Luiz Alberto, então técnico do medalhista olímpico Joaquim Cruz, para treinar nos Estados Unidos, no estado de Carolina do Sul, pelo Vasco da Gama.

Currículo

No currículo, são várias vitórias: 5º lugar na Universíade de 2003, 1º lugar no GP Rio de Atletismo de 2011; ouro no revezamento 4×400 metros nos Jogos Mundiais Militares de 2011 e bronze nos 800m nos Jogos Pan-Americanos de 2003.

Família e treinos

Chris não perde o foco nos treinos e ainda toma conta de sua própria equipe de corrida

Ela conta que, em meio a tantos treinos e viagens, sempre teve o apoio da família e também do marido, André, que também é profissional de Educação Física. Atualmente, Chris, que está com 37 anos, treina sua própria equipe de corrida e sempre arruma um jeito de também treinar, conciliando também a vida de mãe.

Mas ela tem a sua tática: “No primeiro ano do Davi, eu me dedicava quase exclusivamente para ele. É uma gratificação acompanhar o desenvolvimento dele e querer dar atenção. É um dom de Deus, que nos prepara desde quando a criança está em nosso ventre. Este ano, ficou mais fácil treinar. Vou quando ele está na creche ou quando ele está dormindo. Às vezes, vou treinar à noite e ele fica com o André e também o levo no carrinho para treinar comigo”.

Segundo ela, Davi já tomou gosto pelas corridas. “Quando vou correr com ele no carrinho, ele dá tchau e bate palmas. Tenho uns troféus na estante e ele fica levantando os braços igual a um campeão. Quero incentivá-lo a praticar esporte, pois dá disciplina e socialização e deixa ele bem ativo”.

Corrida

Chris Ritz finaliza dizendo o que a corrida representa para ela: “Não vejo a Chris separada da corrida. A corrida já me proporcionou muita coisa. Conheci pessoas, culturas, países e a mim mesma. Trouxe oportunidades e mostrou quais são meus limites. Por isso, digo para as mães que, tendo foco, não pensamos no cansaço”.

Parabéns por sua trajetória, Chris. Que venham muitas outras conquistas na pista e na vida de mamãe. Amanhã tem mais história em homenagem ao Dia das Mães.

 

 

 

Matheus Thebaldi

(27Publicações)

Acompanhava as pessoas nas corridas e ficava impressionado com tamanho fôlego e com tanta disposição até a chegada. Mal corria na esteira. Foi quando fiz uma prova para concurso em 2009 e a mesma exigia o famoso TAF, tendo que correr 2,4km em 12 minutos. Comecei a treinar e não parei mais. Não passei na prova, mas me tornei um viciado em corrida de rua, tendo já feito, inclusive, três maratonas.