Dia das Mães: professora mostra que paixão pela corrida ultrapassa gerações

Betina conclui Dez Milhas Garoto com Caio no colo

A corrida está no sangue da professora de ballet graduada em Educação Física Betina Miranda, de 31 anos. Ela começou a correr em 2013 para acompanhar o pai, Luís Carlos Euzébio Ribeiro, que já participava de provas e estava querendo parar devido a uma arritmia cardíaca.

Isso teve um significado muito especial para ela: “A corrida me proporcionou uma aproximação ainda maior com meu pai, além de conhecer lugares sob um ponto de vista diferente e conhecer novos amigos”.

E ela tomou mesmo gosto pelas corridas. Não parou sequer quando engravidou de Caio, atualmente com 1 ano e 6 meses. “Na gestação do Caio, corri até 33 semanas, pois tive dilatação com 34 semanas e tive que ficar de repouso. Caio nasceu de 37 semanas. Corri, inclusive, 0s 16 km da Dez Milhas Garoto grávida de 7 meses. Tudo com aval da minha obstetra”.

É claro que o filhão incorporou a “herança” das corridas: “Caio adora brincar com as medalhas em casa e quando levo ele para correr no carrinho. No final, tende a cair no sono devido ao balancinho. Apesar de ele ainda não entender o significado disso, concluir uma maratona e uma Dez Milhas Garoto com ele no colo foram momentos mágicos”.

Betina participou da última Corrida Maçônica grávida de Gael, que já está com 26 semanas

Segunda gravidez

Agora à espera de Gael, cuja gestação já está com 26 semanas, ela quer fazer o mesmo: “Pretendo correr até o final, enquanto eu e ele estivermos saudáveis”.

Rotina

Betina conta como dá conta de dividir as tarefas de mãe, professora e corredora. Segundo ela, a rotina não é fácil, mas há sempre uma fórmula: “Muitas vezes achamos que não temos tempo para dar conta de tudo, mas, como entendo a importância da corrida para o meu bem-estar, não abro mão desse tempo para mim. Muitas vezes bate cansaço após uma noite mal dormida, bate vontade de não largar o pequeno para fazer o treino, mas a adrenalina que os treinos/corridas geram sempre motiva a não desistir”.

Ela lista motivos de sobra para não desistir: “A corrida, primeiramente, me proporcionou um melhor autoconhecimento físico (por saber que posso ir muito além do que acho serem os meus limites e também por conseguir compreender ainda melhor o funcionamento do meu corpo) e geral, pois os treinos e corridas são o tempo que tenho para conversar comigo mesma. A corrida representa um estilo de vida, uma válvula de escape e um eterno desafio a ser vencido, pois sempre temos limites ainda maiores que queremos superar”.

Dica

Para as mamães que pensam começar a correr, ela dá a dica: “Penso que se a corrida nos faz bem, fará bem consequentemente aos nossos filhos, pois estaremos ainda mais bem dispostas no tempo em que estivermos com eles. Além disso, quando eles vão ficando mais velhos e começam a entender, terão muito orgulho de ver a mãe deles correndo, suando para conseguir cruzar cada linha de chegada. Não esqueçam: doar tempo para si mesma e para sua qualidade de vida é o mesmo que melhorar a qualidade de tempo com o seu filho”.

O blog Corrida de Rua parabeniza a força de vontade e a lição de vida da corredora e mamãe Betina Miranda e deseja a ela um feliz Dia das Mães. Amanhã tem mais!

Matheus Thebaldi

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Acompanhava as pessoas nas corridas e ficava impressionado com tamanho fôlego e com tanta disposição até a chegada. Mal corria na esteira. Foi quando fiz uma prova para concurso em 2009 e a mesma exigia o famoso TAF, tendo que correr 2,4km em 12 minutos. Comecei a treinar e não parei mais. Não passei na prova, mas me tornei um viciado em corrida de rua, tendo já feito, inclusive, três maratonas.