
Rebecca Fontenele: Primeiro gostaria de agradecer a você (Christiane Kale) por me dar essa chance de falar um pouco sobre minha história no esporte, obrigada! Comecei a pegar onda de bodyboard quando me mudei para a Praia do futuro, em 2002. Lá conheci alguns amigos bodyboarders e me envolvi, dediquei a esse esporte. Quando comecei não tinha prancha, nem pé de pato. Surfava sem pé de pato e com prancha emprestada, passava mais de meia hora pra conseguir furar a arrebentação aqui na Praia do Futuro. Sempre fui muito dedicada e sabia o que eu queria, queria aprender a pegar onda de bodyboard e foi isso que aconteceu.
Além do bodyboard, você realiza alguma outra atividade paralela?
Gosto muito de pedalar, já fiz yoga, pois acho que é uma das atividades que trabalha tudo que você usa dentro d´agua. Parei, mas tenho planos de voltar esse ano.
Você também participa de competições nacionais e estaduais. Como você avalia seu desempenho nesses eventos?
Pela a falta de apoio/patrocínio nem sempre saio do meu Estado pra competir brasileiro. Aqui no meu estado, comecei a competir profissionalmente no final de 2011 e na minha primeira competição como profissional, já fui vice campeã da segunda etapa do circuito profissional. Nem sempre é fácil fazer final aqui no meu Estado, pois as meninas tem alto nível.
Em Fortaleza tem muito atleta. Você se inspira ou se inspirou em alguém para iniciar no esporte?
Aqui na minha terra sempre fui fã da Patrícia Helena, pela a linha de onda e os 360º´s muito cruzados. A Patrícia Setubal também me incentivou muito no começo e me emprestava suas pranchas. Desde então conheci melhor sua batalha no esporte e isso me fez admirar ela demais. Aqui no meu Estado também temos a Isabela que não posso deixar de citar e admirar por suas enormes conquistas. Também queria citar a Jamille Ferreira e a Dalete Mousinho, mamães dedicadas e bodyboarders que vivem conseguindo bons resultados no esporte. Sempre me inspiro nessa garra delas.
Você se considera vaidosa? O que faz para manter tudo em ordem?
Sou vaidosa sim, adoro uma hidratação de cabelo, uma limpeza de pele pra manter tudo em ordem. Sempre passo bloqueador solar no rosto e corpo fator 60 antes da caída e depois sempre passo um hidratante pra não ressecar a pele. Já com o cabelo o amor é bem maior. Toda semana tem que ter a hidratação. O cuidado tem que ser redobrado, pois o sol da minha terrinha não perdoa.
Quais os lugares que você já foi e mais gostou? Qual que você ainda não conhece e gostaria
de conhecer?
Picos de surf: alguns do Rio, como Barra, São Conrado e Copacabana. Em São Paulo surfei no Guarujá e Ubatuba. No Espírito Santo eu conheci a Barra do Jucu. Em Pernambuco, Maracaípe. Rio Grande do Norte, Pipa e Baía Formosa. De todos esses, sem dúvida, Barra do Jucu foi a melhor viagem e a onda que mais gostei. Não conheço muitos lugares ainda, mas tenho muita vontade conhecer Noronha, Hawaii, Indonésia e Peru. Esses picos de surf, que todo bodyboarder sonha surfar.
Quais são seus planos para o futuro?
Faço faculdade de Direito. Meus planos são me formar. Em relação ao bodyboard vou continuar na luta atrás de apoio/patrocínio para poder competir nas etapas do Brasileiro e aqui no meu Estado, continuar na briga pelo título estadual. Esse ano, a nossa Federação veio com tudo prometendo melhoras em relação ao esporte. Então, está todo mundo instigado!

A minha mensagem pra você, leitor do blog da Chris, é que o sentimento que leva você pra dentro d´agua conta muito, se você vai só por ir, não tem evolução, não tem satisfação. Agora se você traça uma meta e tem um objetivo é fácil você conseguir, porque é como o ditado diz: “Querer é poder”. Tudo que a gente quer, a gente consegue se traçarmos um objetivo, uma meta. Então é isso. Dedicação é tudo e quando você quer, você se dedica. O Bodyboard é o esporte que eu escolhi. Pra você que está começando agora, o que eu tenho a dizer é que é boooooooooom demais!