Como lidar com a mentira das crianças?

Olá,

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Eis que meu pequeno Petrus, de 3 anos e meio, criado cheio de amor e de valores nobres começou a mentir!

Mas como???

Essa é mais uma daquelas situações que me deixam sem saber como lidar logo de cara…

Fiquei pensando, pensando, pensando e observando.

Primeiro foi uma vez que já havia pedido o leite antes de dormir para o pai. Depois pediu prá mim e, quando perguntei se o pai já havia dado, me disse que não e tomou outro leite!

Depois foi na escola em que havia levado brinquedo num dia que não era permitido e, buscando escapar da reprovação, escondeu o brinquedo nas costas e disse que não havia levado.

Como o fato se repetia, eu, definitivamente, precisava fazer alguma coisa…

Mas não queria provocar humilhação ou vergonha.

1° Mudei a minha forma de interpretar a mentira – partindo de uma criança de 3 anos é sinal de inteligência – se utilizando de novos recursos para alcançar os objetivos ou fugir do desprazer – e é normal da fase. Cabe aos adultos orientar para que os princípios morais sejam ensinados. Até porque nunca havia conversado com ele sobre isso…

African elephants2° Avaliei qual seria a estratégia mais eficaz sem punição ou humilhação. Decidi aproveitar uma tarde que passamos juntos para contar-lhe uma histórinha em que um dos personagens mentia que já havia tomado seu remédio e tinha consequências que acabavam causando muita dor e perdia a confiança do amigo. Depois tudo se resolvia com um pedido de desculpas e o compromisso de dizer sempre a verdade. Na sequência, fizemos uma colagem compondo o “Painel dos Nossos Valores” em que recortamos letras em revistas para compor as palavras: verdade, amor, respeito e alegria.

3° Trabalhei com a repetição da frase “falar sempre a verdade” nas situações em que isso era coerente e valorizei cada pequeno ato em que percebia que ele estava falando a verdade.

Observei que as situações de mentira desapareceram por algumas semanas.

Hoje, no entanto, ocorreu uma situação interessante.

Voltamos do mercado e o Petrus veio trazendo um shampoo dos “Monstros S.A.” que pediu e eu comprei.

Já em casa, pediu:

– Mamãe, posso por só um pouquinho na minha mão para sentir o cheirinho?

Disse sim e ajudei.

Depois vi que passou no cabelo. Orientei que precisava molhar o cabelo para passar o shampoo e que faríamos isso amanhã no banho.

Daí ele sumiu por alguns segundos – vi que estava atrás do sofá – e apareceu com o cabelo meio lambuzado. Perguntei:

– Filho, você passou mais shampoo no cabelo?

Ele disse:

– Não…

Eu lembrei:

– Qual era aquele nosso valor que dizia “falar sempre a…”

Ele completou e emendou:

– …verdade. Eu passei, sim, mamãe. Me desculpa?

Claro que desculpei. E valorizei muito o fato dele ter imediatamente voltado atrás e falado a verdade.

Quando o pai chegou, contei toda feliz que o filho tinha falado a verdade e ele contou toda a situação para o pai que também entrou no clima do reforço positivo.

Acho que funcionou!

E seguimos observando!

E orientando!

Sem humilhação…

Sem trauma…

Sem punição…

Dispomos de recursos muito mais nobres!

Sucesso a todos!

E até o próximo post!

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