O tal colar de âmbar

EM-Fabiola

por Fabiola Aurich



Vocês já ouviram falar sobre o colar de âmbar?

Faz um tempo, circulou na internet fotos da filha da Über Gisele Bündchen, Vivian, usando um colar de pedras castanho-amarelado. Se tratava de um colar de âmbar Báltico, bastante difundido entre os Europeus e que promete acalmar o bebê e aliviar o desconforto causado pelo nascimento dos dentinhos. Mas afinal, o que é isso?

 

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Bem, o âmbar é uma resina fossilizada que há muitos, muitos anos atrás escorria pelos troncos de algumas espécies de vegetais, com a função de proteção contra insetos e microorganismos. Essa resina contém uma substância com reconhecidas propriedades terapêuticas chamada de ácido succínico. Estudos confirmam que o ácido succínico aumenta a imunidade, possui propriedades anti-inflamatórias e analgésicas, aumenta a atividade de respiração celular, estimula o sistema nervoso, melhora a função renal e endócrina, dentre várias outras propriedades.

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A região do mar Báltico, precisamente a Lituânia, é responsável por cerca de 90% dos depósitos de âmbar de maior qualidade do mundo, por isso acredita-se que as propriedades terapêuticas do colar só funcionam se a resina for proveniente dessa região.

E como funciona?

Segundo os vendedores, as pedras de âmbar, em contato com a pele do bebê, se aquecem e liberam o ácido, que é absorvido pelo corpo, minimizando os sintomas comuns ao nascimento dos dentinhos como mal-estar, inchaço na gengiva e dor.

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Vale a pena usar?

Bem, não existe nenhuma comprovação científica de que o uso do colar alivia o desconforto do bebê. E mais, a Associação Brasileira de Odontopediatria não recomenda seu uso devido ao risco de asfixia (no caso do colar) ou deglutição (no caso de pulseira ou tornozeleira). A ONG Criança Segura também é contra, pelos mesmos motivos.

Embora não recomendada por médicos e dentistas, o uso do colar tem sido bem aceito por pais e mães que relatam melhora nos sintomas e garantem sua eficácia (lembrando que essas são experiências pessoais, não comprovadas). Para quem decidir experimentar, algumas medidas de segurança devem ser seguidas à risca, como manter a criança sob supervisão intensa e evitar o uso para dormir e durante o banho. O ideal é que o fecho seja rosqueado e coberto por âmbar para evitar que se abra e o fio deve ter um nó entre cada pedra para que em caso de ruptura, apenas uma pedra caia.

E você? Já teve alguma experiência com o colar?

Beijos, Fabíola

Priscila Moura

(296Publicações)

Priscila Moura é mãe de um casal e tenta equilibrar as aventuras da maternidade, vida pessoal e carreira. Atualmente, é sócia em uma empresa focada no público mãe e coordena a FanPage Francisquice.

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