Jornal Online Folha Vitória
Vitória, 16 de
Maio de 2012
Compartihe:
Encontre no Folha:  
 
Geral
29/8/2008 às 17h0 - Atualizado em 29/8/2008 às 17h5

Cercas de 20 metros de altura em volta de pilhas de minério reduzirão poeira

Folha Vitória
Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Reprodução
O equipamento que será instalado no Estado é semelhante a esse
Um ano após a assinatura do Termo de Compromisso Ambiental (TCA), acordado entre a Vale, o Ministério Público Estadual (MPE) e comunidades da Grande Vitória, a empresa promete adotar nova medida de controle de emissão de partículas de minério - o infame pó preto, que tanto incomoda os capixabas. Trata-se da implantação do wind fence nos cinco pátios de estocagem de pelotas e carvão do Complexo de Tubarão. A iniciativa consta em um aditivo ao TCA, assinado pela Vale nesta sexta-feira (29).

O wind fence é uma cerca de aproximadamente 20 metros de altura, com tamanho superior ao das pilhas de pelotas e carvão, que será instalada em volta dos pátios de estocagem para evitar que o vento arraste a poeira. Os estudos de viabilidade para a implantação já foram concluídos e o projeto da primeira unidade está sendo desenvolvido. Inédito no Brasil, o wind fence será implantado até setembro de 2009 no pátio de pelotas das usinas I a IV do Complexo de Tubarão.

Foto: Divulgação
No Complexo de Turbarão a Vale tem cinco pátios de estocagem
A implantação das obras do wind fence  no pátio de pelotas das usinas V a VII e nos pátios de estocagem de pelotas conhecidos como área nova e área velha deve acontecer até dezembro de 2010. Até julho de 2011, a Vale se comprometeu com a implantação das obras do wind fence no pátio de estocagem de carvão.

Durante a fase de estudo do sistema, técnicos da Vale e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) realizaram visitas técnicas nos Estados Unidos e no Canadá para conhecer de perto a eficiência do wind fence instalado.

A empresa planeja também a ampliação de outros métodos para auxiliar a conter o pó. Pretende instalar mais cinco precipitadores eletrostáticos em Tubarão até o ano que vem. Cada um custa aproximadamente R$ 30 milhões. Os aparelhos operam carregando eletrostaticamente as partículas e depois as captando por atração eletromagnética.

Outro sistema é o supressor de pó, ao qual é submetido as pelotas de minério assim que chegam aos pátios de armazenagem da empresa. O supressor é um produto parafínico que, aplicado sobre as pelotas nas operações de empilhamento, recuperação e carregamento de navios, as envolve, eliminando a capacidade delas de gerar poeira.

Os sistemas de controle

Precipitador eletrostático - Um dos mais modernos e eficientes para coleta e contenção de poeira em fontes de emissão fixas. Trata-se de uma gigantesca caixa de aço. No interior da unidade há câmaras dotadas de placas metálicas e eletrodos. Submetidas à alta voltagem, as câmaras produzem um campo eletrostático no qual as placas recebem carga elétrica positiva que permite atrair e reter as partículas ionizadas (em carga negativa) antes que alcancem a chaminé;

Supressor de pó - Produto parafínico viscoso que, aplicado sobre as pelotas nas operações de empilhamento, recuperação e carregamento de navios, forma uma película em torno da pelota que reduz a capacidade de gerar poeira;

Aplicação de polímero - produto químico misturado à água e aplicado sobre as pilhas de minério e carvão para formar uma película que evita o arraste de particulados provocado pela ação do vento. São utilizados caminhões adaptados para aplicação do produto.

Versão para impressão Comente essa notícia Orkut Compartilhar essa notícia:


4Ps Agência Digital agência digital 2007 - FOLHA VITÓRIA - Todos os direitos reservados - Anuncie - Expediente - Cadastro - Fale Conosco - Política de Privacidade - RSS