Foto: Divulgação
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Imagine a cena: os pais trabalham em tempo integral e não têm com quem deixar o filho menor. A única saída é deixar a criança sob os cuidados de uma babá. Com o tempo, o pequeno começa a demonstrar mudanças de comportamento e apresentar alguns machucados. Ao colocar uma câmera escondida em casa, a certeza: a babá está violentando fisicamente a criança.
A cena é chocante, mas infelizmente tem se tornado constante nos últimos meses. São vários os casos de maus-tratos registrados por pais desconfiados diante do comportamento apresentado pelos filhos. Mas como se prevenir deste crime? Segundo Roberta Rizzo, diretora de uma escola nacional Kanguruh de formação de babás, todo cuidado é preciso na hora de contratar uma profissional para tomar conta dos seus filhos; e para isso é preciso seguir algumas regras antes de efetuar uma contratação.
O primeiro passo é verificar atentamente as referências da suposta profissional. Um dos modos aplicados pelas pessoas não preparadas para o trabalho, que podem representar um perigo para o seu filho, é a apresentação de referências falsas. Para Roberta Rizzo, os pais devem buscar informações sobre o telefone que está sendo utilizado na checagem das referências. “procure saber o endereço do ex-empregador e, se possível, vá pessoalmente ao local”.
Outro erro apontado pela especialista é aceitar o número de telefones celulares como referência. “Os celulares podem estar sendo utilizado por qualquer pessoa”. Mesmo quando a indicação da pessoa seja alguém que você conhece, é preciso pesquisar sobre a pretensa babá. “Às vezes você pega uma indicação com o porteiro do prédio, que é uma pessoa ótima, mas ele recebeu a indicação de um terceiro que você não sabe quem é”, alertou Roberta.
O próximo passo é fazer uma busca pelos antecedentes criminais da pessoa. Um erro muito cometido, segundo Rizzo, é acreditar que o nada consta federal, expedido na internet, refere-se ao passado criminal do pretendente a vaga. “Ele se refere a crimes contra a união. Para descobrir o passado criminal tem que verificar de fórum em fórum, de cidade em cidade. Parece exagero, mas é a segurança do seu filho que está em jogo”.
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E nada de fazer um dia de teste com a babá, antes de verificar todos os dados. “Esta prática, que algumas pessoas acham comum é um risco para a criança”. O aconselhável, de acordo com a especialista, é fazer uma entrevista. “Aproveite para descobrir coisas do passado da pretendente, por onde ela passou, onde viveu. Faça a mesma pergunta mais de uma vez, para ver se ela não está mentindo”, completou.
Roberta Rizzo também acredita que uma visita à casa da babá é fundamental. “Você deve ver onde esta pessoa mora e como mora. Descobrir os hábitos de higiene ou de trato aos filhos, aos vizinhos. Na sua casa ela pode assumir uma personagem, mas na própria residência não”.
Caso os pais desejem procurar uma agência de babá, também devem adotar cuidados para não serem surpreendidos. “Só aceite empresas com CNPJ em dia. Fuja das empresas informais e das empresas que oferecem o tal teste com a babá”. Roberta também lembrou que a empresa deve fornecer todos os dados, como o passado criminal da funcionária. “Não aceite somente o nada consta federal”, reforçou.
O mais importante, segundo Rizzo, é estar alerta ao comportamento do próprio filho. “A criança às vezes não fala que está sendo agredida, mas diz no olhar, no sorriso que dá à babá, no prazer que ele tem ou não com ela. Todo cuidado é pouco. Não vire as costas e deixe seu filho com qualquer pessoa”.
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