23/6/2009 às 12h15 - Atualizado em 23/6/2009 às 12h34

Bebê adulto: mulher de 28 anos tem corpo e mente de bebê de 9 meses

TV Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Reprodução TV Vitória
Dona Dora e seu Raimundo são um casal como muitos do Ceará. Moram numa casa de pau-a-pique, com barro e madeira na região de Caucaia, área humilde. Com dificuldade cuidam da filha, Maria, ainda um bebê. Até aí, tudo semelhante a muitos outros. A grande diferença na vida do casal é que o bebê que eles cuidam com carinho acaba de completar 28 anos de idade.

Maria Audete do Nascimento nasceu em sete de maio de 1981 e a partir dos nove meses de idade parou de se desenvolver. Humilde e sem condições de visitar um médico, a família não pode fornecer um tratamento para a criança que hoje, aos 28 anos, continua com o corpo e a mentalidade de um bebê. Ela também não fala.

Em entrevista ao jornalista Gerson de Souza, para uma reportagem da Rede Record de Televisão, a madrasta do bebê adulto explica as dificuldades para cuidar da criança. "Nunca levamos ao médico. Você está vendo, aqui tudo é difícil. Pra levar essa menina para pista para pegar um ônibus, só Deus. É um sofrimento", disse Dora.

Foto: Reprodução TV Vitória
Dora cuida da menina desde o dia em que se casou com Raimundo. A mãe de Maria morreu há treze anos. "É a paixão da minha vida. É Deus no céu e essa criança na terra. Eu acho que é um dom que Deus dá pra gente ser mãe de uma criança assim".

Segundo especialistas da Faculdade de Medicina da Universidade do Ceará, a mulher tem uma deficiência de hormônio tireoidiano. Ela teria o que os médicos chamam de hipotireoidismo, ou seja, a tireóide não se desenvolveu adequadamente. Eles também afirmaram que se o caso fosse identificado logo no início, Maria Audete poderia ter se desenvolvido normalmente, física e intelectualmente.

Foto: Reprodução TV Vitória
Mesmo com o estado avançado do problema, a faculdade se comprometeu em realizar gratuitamente um tratamento em Maria. Os médicos acreditam que o "bebê" possa se desenvolver em certo grau, que lhe permita maior independência. De acordo com as previsões dos médicos, Maria não se desenvolverá mentalmente, mas poderá evoluir o físico e caminhar, andar, comer e, possivelmente, falar algumas palavras.


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