6/6/2010 às 12h44 - Atualizado em 6/6/2010 às 12h44

Um século de tapetes multicoloridos em Paraju: obra de arte é atrativo da Festa de Corpus Christi

Roberly Pereira
Redação Folha Vitória

Foto: Roberly Pereira
Domingos Martins - “Paraju: 100 anos de Corpus Christi, uma história de amor, devoção e fé”. Este é um dos temas do evento, que estava estampado em um trecho do tapete multicolorido, confeccionado pelos moradores sobre o piso das ruas do distrito.

O trabalho é considerado pelos visitantes como uma verdadeira obra de arte.Com dois quilômetros de extensão mais uma vez o trabalho produzido pelas famílias da localidade foi considerado como o principal atrativo. Durante a celebração de uma missa e procissão sobre o tapete, foram acesas 100 velas para comemorar um século do trabalho dos católicos locais.

Faixas e cartazes de homenagens também foram postos no local. “Esta é uma das formas encontradas para mostrar o nosso compromisso com a promoção da Festa de Corpus Christi e ao mesmo tempo puxar a responsabilidade para a juventude local, que deverá incentivar as futuras gerações a praticar atos de religiosidade como este”.

Foto: Roberly Pereira

A afirmação é da professora aposentada e coordenadora católica Florinda Stein, que nasceu em Paraju e participa das promoções religiosas e comunitárias durante toda a sua vida. Ela informou que a missa e a procissão seriam ministradas pelos padres Hugo Scherer, Josemar Stein e Abílio Pereira Pinto, que em seguida passariam em procissão sobre os tapetes, à frente da multidão. 

Foto: Roberly Pereira
O tapete, segundo Florinda Stein, sempre foi construído no piso das ruas do distrito, e mede aproximadamente dois quilômetros. “O visitante considera como uma mostra do senso e a força da religiosidade do morador do distrito e comunidades vizinhas. Porisso nos prestigia e agradecemos”, afirma Stein.

Nos tapetes havia textos bíblicos e ilustrações com motivos religiosos. Contrastando, na entrada da cidade, como nos outros anos, foi montado um mercado por ambulantes locais e de fora da cidade, vendendo roupas, calçados, discos, frutas, alimentos, salgados, churrasquinho e outras mercadorias.

Para confeccionar os tapetes, segundo Florinda Stein, foram gastos milhares de botões de rosas, buquês de hortênsias, dálias, margaridas, lustrosas, flor-de-mel, cravo amarelo e orquídeas. Todas as flores e outros materiais utilizados foram doados por agricultores da região.
 

“Mantemos durante a festa paralisado o tráfego de veículos. Os condutores buscam meios alternativos para seguir viagem”, disse. Como nos anos anteriores, o tema e o lema da Campanha da Fraternidade foram abordados nos tapetes. 

Foto: Roberly Pereira

Segundo Florinda Stein, nessa época as famílias mostram mais união, um fato que se traduz em sucesso. “Além das flores, há pó-de-café já utilizado, areia, cascas de ovos coloridas, serragem, palha de café, galhos de cedrinho, e outros materiais”.

Até o término da missa campal celebrada no gramado do Estádio Rogério Erlacher o tapete é mantido. Após a missa uma procissão é realizada até uma gruta sob a escadaria da Igreja Nossa Senhora da Conceição. Os celebrantes passam sobre o tapete. Este é o momento da benção final do Santíssimo e encerramento da parte religiosa da festa.

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