3/11/2010 às 16h59 - Atualizado em 3/11/2010 às 17h17

Pinguins perdidos na orla capixaba fazem viagem de volta à Patagônia

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Amanda Amaral/ Iema

Na madrugada desta quinta-feira (04), mais de 30 pinguins seguem de Vitória para São Paulo para serem soltos pela ONG Reviva no litoral de Guarujá, de onde poderão seguir para a Patagônia, local de origem das aves encontradas na costa capixaba nos últimos meses. O voo para o Aeroporto de Congonhas decola às 6 horas.

Vinte pingüins chegaram à sede do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) no dia 1 de novembro, vindos do Clube Siribeira, em Guarapari, para serem anilhados e avaliados. Os demais já estavam alojados na sede do órgão, em Cariacica, desde o início de outubro.

Durante a fase de recuperação, cada um dos pinguins consumiu aproximadamente um quilo de peixe por dia, além de medicamentos como antibióticos e fungicidas. Da Patagônia ao Espírito Santo, eles percorreram mais de 3,5 mil quilômetros. Muitos chegaram cansados, fracos e com ferimentos.

Foto: Amanda Amaral/ Iema
O processo de soltura das aves conta com o apoio de voluntários, supervisionados pela bióloga Renata Bhering, do Iema, Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Jacarenema de Pesquisa Ambiental (Injapa), da TAM e Portocel.

Pinguim de Magalhães

Os pinguins de Magalhães possuem colônias na Patagônia, Argentina, e se alimentam de peixes como anchova e a sardinha. Quando atingem a juventude, sobem a costa do Atlântico em direção ao Norte, seguindo as correntes marinhas em busca de alimento.

No litoral paulista, as chances destas aves conseguirem retornar ao seu habitat natural são maiores devido à maior quantidade de alimento no local e ao fato da corrente marinha neste ponto se tornar mais favorável para o retorno das aves.

Entre os fatores que estão sendo estudados por especialistas para explicar o aparecimento dos pingüins na costa capixaba está o fenômeno La Niña, que influência as correntes marinhas, e a pesca predatória, que diminui a oferta de peixes.

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