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18/11/2010 às 18h53 - Atualizado em 18/11/2010 às 19h10

Sindicato promete cumprir prazo legal e greve de ônibus só deve começar na próxima semana

Folha Vitória
Redação Folha Vitória
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Foto: Reprodução TV Vitória
Os capixabas que moram na Grande Vitória devem enfrentar dias de transtorno na próxima semana. É que os motoristas de ônibus municipais e do Sistema Transcol prometeram greve para a próxima quarta-feira (24).

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo, Alessandro Vieira, o edital que informa a população sobre a greve deve ser publicado no Diário Oficial da União do próximo sábado (20). “A paralisação só pode começar 72 horas úteis após a publicação. Ainda não sabemos se o sábado conta como dia útil. Se sim, a greve começa na quarta-feira”, explicou.

Apesar de informações extra-oficiais darem conta de que a paralisação pode começar já nesta sexta-feira (19), o sindicato da categoria garantiu que não é essa a orientação dada aos rodoviários. “Não queremos que a paralisação seja ilegal. Pedimos que todos cumpram a determinação para não termos problemas. Não acredito que exista a possibilidade da greve acontecer antes do prazo legal”, informou o diretor do sindicato, Silvio Carlos Ramos de Oliveira.

Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 30%, plano de saúde integral, reajuste de R$ 4 no ticket alimentação, além de equiparar o salário de fiscal com o de motorista. Eles alegam que ainda não receberam nenhuma proposta dos patrões. Porém, segundo o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes), houve uma proposta de reajuste de 5,39%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre novembro de 2009 e outubro de 2010, a ser aplicado sobre salário, plano de saúde, seguro de vida e ticket refeição.

O GVBus disse ainda que a remuneração dos motoristas do sistema de transporte metropolitano no Espírito Santo é a quarta maior do País, mesmo antes do reajuste, só ficando atrás dos estados de São Paulo, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

De acordo com os sindicatos que representam as empresas de transporte, reajustes na casa de 30% nunca estiveram na pauta de negociação até porque provocariam um colapso do sistema de transporte no Estado, inviabilizando o fornecimento do serviço.

O GVBus e o Setpes esclarecem que adotarão as medidas legais cabíveis para garantir a circulação de parte da frota e minimizar os prejuízos que a decisão do Sindirodoviários irá causar à população.

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