7/5/2012 às 18h42 - Atualizado em 7/5/2012 às 18h42

Greve de trabalhadores da construção civil paralisa 90% das obras no ES

Victor Melo
Redação Folha Vitória

Divulgação/ Governo do EstadoCerca de 90% dos canteiros de obras do Espírito Santo estão paralisados, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintraconst), após o início da greve dos operários, na manhã desta segunda-feira (07). O motivo é a divergência para fechar o acordo salarial. A categoria exige 14% de aumento e os empresários oferecem 7%.

Segundo o secretário de Informação do Sintraconst, Erci Carlos Nicolau, mais de 70 mil trabalhadores estão parados no Estado. "Aproximadamente 75 mil operários estão parados no Estado todo. Agora você tem uma quebra porque uma quantidade boa fechou acordo com a Vale e Samarco, então continua trabalhando normal. Em princípio não tem previsão de volta ao menos que o sindicato patronal volte a negociar com a gente", falou.

Nicolau afirmou ainda que uma reunião será realizada para decidir os rumos do movimento. "Vamos realizar uma assembleia de avaliação da greve nesta quarta, na Praça dos Namorados, às 16 horas. Muitos não vão à obra, mas tem o pessoal de piquete que passa acompanhando para ver se está tudo parado. O pessoal de frente do comando de greve se concentra em alguns pontos principais na Grande Vitória", disse.

Vale e Samarco

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Constantino Dadalto, afirmou que negociações estavam bem encaminhadas quando uma interferência fez com o negócio desandasse. Segundo ele, as outras empresas não possuem condições de pagar o aumento oferecido pela Vale e Samarco ao trabalhadores do canteiro das duas gigantes.

"A greve começou hoje e foi motivada por uma decisão da Vale em celebrar acordo coletivo em separado com o sindicato dos trabalhadores reajuste de 7%. Isso foi só para os trabalhadores da Vale e agora os outros também querem. A Vale, entendendo que os contratados dela não poderiam parar, entrou no meio e fechou um acordo de reajuste de 14%. Só que o restante do setor não tem condições de pagar isso. Portanto, eles entraram em greve", ressaltou.

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