20/1/2013 às 8h44 - Atualizado em 20/1/2013 às 8h44

Mapa aponta locais onde há riscos de afogamentos no Estado

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Divulgação/PrefeituraDesde o final do ano passado e a primeira quinzena do mês de janeiro, o Corpo de Bombeiros do Espírito Santo já registrou 25 mortes por afogamentos em praias e lagoas localizadas no litoral do Estado. E nesta época do ano, quando há um grande fluxo de banhistas por conta do verão, a atenção para evitar acidentes deve ser redobrada. Ao todo, são 25 locais onde os frquentadores precisam ficar atentos.

A principal causa de mortes e sequelas na faixa etária de zero a 14 anos são os acidentes não intencionais, como afogamento. Isso se deve à displicência dos adultos que as deixam sozinhas e à curiosidade natural da idade, por não saberem nadar, por se apavorarem mais facilmente.
 
Já entre jovens e adultos, os afogamentos geralmente acontecem devido à ingestão de remédios ou bebidas alcoólicas antes de nadar. Há também ocorrências como traumas (bater a cabeça em algo maciço por ter saltado de alguma elevação para dentro d’água), acidentes com embarcações, ações de animais marinhos, desconhecimento do local de mergulho, excesso de confiança e exaustão de nadadores.
 
Mas nem todas as mortes aconteceram no mar. Aproximadamente 60% delas ocorreram em manguezais, rios, lagoas e cachoeiras. Estes casos ocorrem, geralmente, em locais isolados, sem a presença de guarda-vidas.
 
Locais que exigem mais atenção
 
São Mateus
 Guriri:
A maioria dos banhistas é formada por turistas. Eles entram na água sem ter conhecimento do lugar, caracterizado por ondas fortes e correntes de retorno, que podem sugar as pessoas para o fundo.

Linhares
- Lagoa Juparanã: A ordem é só frequentar as praias onde há salva-vidas e só entrar na água nas áreas demarcadas, como próprias para os banhistas. Fora delas, o risco são as embarcações. As águas calmas escondem riscos.
 
- Regência e Povoação: É onde deságua o Rio Doce. A corrente é forte e pode levar o banhista para o fundo.
 
- Pontal do Ipiranga, Rio Uruçuaquara (a 20 quilômetros de Pontal do Ipiranga): O cuidado deve ser redobrado perto da foz do rio, pois a correnteza pode levar os banhistas para o fundo do mar.

Aracruz
- Barra do Sahy: O cuidado deve ser redobrado perto da foz do rio, pois a correnteza pode levar os banhistas para o fundo do mar.
 
Serra
- Jacaraípe: A praia tem ondas fortes e muitos surfistas. Os banhistas devem evitar ficar perto deles, pois as pranchas podem ferir as pessoas. Atenção também à correnteza de retorno.
 
- Nova Almeida e Praia Grande (Fundão): Há rio perto. Quando a maré está vazando e a correnteza está muito forte, há perigo de o banhista ser levado pela correnteza.
 
Vitória
- Curva da Jurema: A praia tem buracos, que vão de 10 a 12 metros de profundidade. Quem cai neles e não sabe nadar muito bem acaba se afogando, pois não é possível pisar em algo para tomar impulso e sair do lugar.
 
- Praia de Camburi: As ondas são fortes em determinados períodos do mês, conforme a fase da lua. Além disso, há as correntezas de retorno, e dependendo da força, pode arrastar uma pessoa. Essas áreas podem ser identificadas mais facilmente: são os pontos onde o mar fica mais ‘barrento’.
 
 Vila Velha
 - Coqueiral de Itaparica: O maior problema são as ondas fortes, que podem machucar. Também possui correntezas de retorno.

- Barra do Jucu: Além das ondas fortes, há o rio, que sempre indica perigo. Quando a correnteza está muito forte e a água vazando, a pessoa pode ser arrastada para as partes mais fundas do mar.

- Praia da Costa: Perigo para os aventureiros. Próximo ao local onde ficam os barcos dos pescadores, os banhistas costumam pular na água, o hábito é um perigo, pois existem pedras no fundo e as pessoas podem bater a cabeça.
 
Guarapari
- Praia do Morro, das Virtudes, das Castanheiras e Enseada Azul: A calmaria da água incentiva as pessoas a se aventurarem a nadar. Mas aqueles que não possuem bom condicionamento físico costumam passar mal, e acabam se afogando.
 Praia da Areia Preta: É funda. E depois de aproximadamente três metros da areia, em alguns pontos, quem não sabe nadar não encontra ‘chão’ e acaba se afogando;
 
Anchieta
- Castelhanos: A grande quantidade de crianças que frequentam a praia é sempre fator de preocupação, pois elas gostam de se aventurar nas pedras. Há o risco de escoriações, cortes e quedas, que podem ser fatais.

- Lagoa de Ubu: De um lado ao outro são aproximadamente 200 metros. Isso anima alguns a atravessar a lagoa. Mas quem não está fisicamente preparado pode acabar se afogando antes de completar a travessia.
 
 Itapemirim
 Rio Itapemirim: Há buracos e correntezas intensas em alguns pontos, que costumam fazer vítimas.
 
 Piúma
 Apesar das águas calmas e rasas, os turistas podem ter problemas com passeios longos. A 1,5 quilômetro da praia há uma ilha, que muitos gostam de visitar. Na ida, geralmente, a maré está baixa e é possível ir andando, mas na volta, a maré pode subir e pegar os desavisados de surpresa.
 
 Marataízes
- Praia da Cruz: Há ondas e as chamadas correntezas de retorno, por onde as águas voltam para o mar e puxam os banhistas para o fundo.

- Praia da Barra: A praia começa a ficar mais funda dois metros depois da linha da água e os desavisados podem ter problemas.
 
Presidente Kennedy
O cuidado deve ser redobrado perto da foz do rio, pois a correnteza pode levar os banhistas para o fundo do mar.

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