Um surto de uma bactéria na UTI neonatal do Hospital Dório Silva está colocando em risco a vida dos pacientes. O caso foi denunciado nesta quarta-feira (02), pelos próprios médicos do hospital.
De acordo com as denúncias, desde o dia 24 de dezembro, quatro recém-nascidos morreram e 16 crianças estão infectadas pela bactéria. Segundo o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo, a diretoria do hospital tenta abafar a gravidade da situação.
O que intriga o sindicato é que no dia 28 de dezembro, em comunicado oficial, o serviço de controle de infecção hospitalar do Dório Silva confirmou o surto da bactéria Serratia Marcenenses na UTI neonatal. O diretor clínico do hospital determinou o fechamento da maternidade, mas após uma semana, no dia 2 de janeiro, o isolamento foi suspenso com a alegação de que não haveria um surto da bactéria e que as medidas de prevenção haviam sido tomadas.
Na tentativa de evitar mais mortes, nesta quinta-feira (03) o sindicato acionou o diretor do hospital, o Ministério Público e a Vigilância Sanitária Estadual. Para o presidente da entidade, Otto Baptista, a situação não está recebendo a devida atenção.
“Nós queremos manter a maternidade e a UTIN fechadas até que tenhamos um laudo oficial da Vigilância Sanitária Estadual com rigor e com a mesma avaliação que foi feita nos hospitais particulares. Queremos também que o Ministério Público participe dessa investigação, para saber se existe ou não omissão ou até mesmo se há uma situação que coloque em risco a vida daquelas crianças, da população capixaba e dos profissionais que lá trabalham”, afirma.
De acordo com o diretor-geral do Hospital Dório Silva, Eumann Rebouças, a denúncia do sindicato é falsa. “Essa informação dada pelo sindicato não procede, não existe surto de bactéria. Já foi feita a investigação e existem duas crianças com essa bactéria na UTIN. Elas já foram medicadas e estão clinicamente estáveis. Nós realizamos exames em todas as crianças que estavam internadas e deu negativo para essa bactéria”, explica.