3/1/2013 às 20h50 - Atualizado em 4/1/2013 às 17h50

Médicos denunciam superbactéria na UTI neonatal do Hospital Dório Silva

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Reprodução TV VitóriaUm surto de uma bactéria na UTI neonatal do Hospital Dório Silva está colocando em risco a vida dos pacientes. O caso foi denunciado nesta quarta-feira (02), pelos próprios médicos do hospital.

De acordo com as denúncias, desde o dia 24 de dezembro, quatro recém-nascidos morreram e 16 crianças estão infectadas pela bactéria. Segundo o Sindicato dos Médicos do Espírito Santo, a diretoria do hospital tenta abafar a gravidade da situação.

O que intriga o sindicato é que no dia 28 de dezembro, em comunicado oficial, o serviço de controle de infecção hospitalar do Dório Silva confirmou o surto da bactéria Serratia Marcenenses na UTI neonatal. O diretor clínico do hospital determinou o fechamento da maternidade, mas após uma semana, no dia 2 de janeiro, o isolamento foi suspenso com a alegação de que não haveria um surto da bactéria e que as medidas de prevenção haviam sido tomadas.

Na tentativa de evitar mais mortes, nesta quinta-feira (03) o sindicato acionou o diretor do hospital, o Ministério Público e a Vigilância Sanitária Estadual. Para o presidente da entidade, Otto Baptista, a situação não está recebendo a devida atenção.

“Nós queremos manter a maternidade e a UTIN fechadas até que tenhamos um laudo oficial da Vigilância Sanitária Estadual com rigor e com a mesma avaliação que foi feita nos hospitais particulares. Queremos também que o Ministério Público participe dessa investigação, para saber se existe ou não omissão ou até mesmo se há uma situação que coloque em risco a vida daquelas crianças, da população capixaba e dos profissionais que lá trabalham”, afirma.

De acordo com o diretor-geral do Hospital Dório Silva, Eumann Rebouças, a denúncia do sindicato é falsa. “Essa informação dada pelo sindicato não procede, não existe surto de bactéria. Já foi feita a investigação e existem duas crianças com essa bactéria na UTIN. Elas já foram medicadas e estão clinicamente estáveis. Nós realizamos exames em todas as crianças que estavam internadas e deu negativo para essa bactéria”, explica.

  

  

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