14/3/2013 às 21h14 - Atualizado em 15/3/2013 às 18h12

Cardiologistas alertam para publicação que dá dicas de como sobreviver a infartos

TV Vitória
Redação Folha Vitória

Reprodução TV VitóriaLorraine Siqueira sofre de problemas cardíacos desde os quatro anos de idade. A estudante já teve um infarto aos nove anos e hoje faz tratamento fora do Estado. Em uma dessas viagens, ela teve um segundo infarto.

"Eu senti o coração doer muito e um peso no peito. Minha mãe me pegou no colo e um rapaz que estava perto disse que achava que eu estava tendo um infarto. Ele me pediu para respirar e ficar calma para que tudo desse certo", comentou.

Hoje com 21 anos, a estudante tem uma rotina limitada. Ela, que é apaixonada por esportes, não pode praticar atividades físicas. Mas, para não desanimar, a jovem sempre se lembra de uma frase da mãe. "A vida vale mais do que uma bola, uma corrida ou uma bicicleta. Preciso pensar em outras prioridades para a vida, como me cuidar e viver bem. Eu sempre carrego isso comigo", acrescentou.

Se a estudante não tivesse recebido os primeiros socorros a tempo, as chances de ela estar viva seriam mínimas. Por isso, é muito importante agir nos três primeiros minutos, assim que os sinais de infarto começarem a aparecer.

Em 2010, mais de 1900 pessoas morreram vítimas de infarto. Em 2011, foram mais de 1800 mortes. No ano passado, de janeiro a setembro, as mortes por ataque cardíaco chegaram a 1260.

Uma publicação dando dicas de como sobreviver a um ataque cardíaco quando se está sozinho está fazendo o maior sucesso nas redes sociais. Ela já teve mais de 120 mil compartilhamentos. Porém, os cardiologistas alertam que em situações como esta nunca se deve agir sozinho. "A primeira coisa a se fazer é ficar quietinho e acionar um serviço de emergência. Se tiver algum parente próximo, ele deve ser acionado. Depois é necessário deitar e aguardar o resgate. Se for uma pessoa que já sabe que tem problema cardiológico, pode mastigar duas aspirinas e engolir com um pouquinho de água. É importante não tomar nenhum calmante, nem se automedicar. A chance depende de um atendimento especializado", explicou o cardiologista José Saad.
 

  

  

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