4/8/2013 às 19h40 - Atualizado em 4/8/2013 às 19h46

Dores musculares após o treino: entenda suas causas e como contorná-las

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Redação Folha Vitória

DivulgaçãoSabe aquela dorzinha chata que você sente horas no dia seguinte a um treino mais “puxado” na academia?  Até certo tempo atrás, as dores musculares eram associadas ao acúmulo de ácido láctico nos músculos, fruto do exercício físico. Mas hoje se sabe que essa não é a única razão para o seu aparecimento.

As mialgias (nome que os médicos atribuem às dores musculares) imediatas costumam estar diretamente relacionadas com o ácido láctico. Porém, as dores musculares ditas tardias, que aparecem de 24h a 48h após o treino e perduram por mais tempo, estão geralmente relacionadas a microlesões nos músculos. As membranas dos tecidos musculares rompem-se e originam um processo inflamatório, surgindo então as dores musculares tardias como um mecanismo de defesa, um alerta.

“Danos musculares estão relacionados também com fibras musculares que foram levemente estressadas (estimuladas). Quando isso acontece, elas retornam rapidamente ao normal, sem que ocorra lesão. Mas se o estresse é severo demais, o músculo sofre trauma (lesão), e instala-se então um desconforto entre 24 a 48 horas após o exercício. A sensação de dor intensa, combinada com o endurecimento (rigidez muscular), tende a diminuir cerca de cinco a sete dias após a sessão de exercícios que causou o estresse”, explica o educador físico Guilherme Sette, coordenador técnico da Academia Vitória Sports.

DivulgaçãoO especialista acrescenta que a dor e o desconforto são sentidos mais intensamente na junção miotendínea, que é a região de membranas entre o músculo e o tendão e que transmite a força para este. Isso ocorre, segundo Guilherme, porque o tendão é menos flexível do que o tecido muscular e, portanto, mais suscetível a lesões pela contração intensa.

“Quando a dor muscular intensa ocorrer, o indivíduo deve alterar imediatamente o programa de treinamento, porque se mantida, a intensidade vai levá-lo para o caminho do over training (excesso de treinamento), prejudicando o seu desempenho”, recomenda

Prevenir é melhor que remediar
Ao participar de um programa de treinamento físico, o principal objetivo deve ser a melhoria da saúde e do bem-estar, refletido num bom condicionamento físico. Para isso, o indivíduo deve sempre estar sobrecarregando, de forma progressiva, o seu corpo, por meio de ajustes no seu planejamento.
 
“A técnica mais importante que o indivíduo deve adotar é o princípio da carga progressiva, aplicando ainda o conceito da periodização, que é o planejamento detalhado do treino, feito por um profissional de Educação Física. Isso evitará desconforto, dor muscular e outros fatores negativos referentes ao treinamento, otimizando seus resultados de forma segura e eficiente”, explica Guilherme.

DivulgaçãoExiste um fenômeno conhecido como “efeito protetor da carga”, que consiste na diminuição da dor muscular tardia após subsequentes sessões de exercícios. Funciona assim: quando se dá um estimulo intenso, principalmente uma ação não-habitual, é comum que apareça a dor. Se esse mesmo estimulo for repetido alguns dias depois, ela será menor do que no primeiro estimulo, e assim sucessivamente.

É importante salientar que não se deve parar os exercícios físicos ao menor sinal de dor muscular. Afinal, as dores musculares após a prática desportiva são normais, sobretudo após longos períodos de inatividade física. Mas não seja imprudente: se achar que as dores estão fora do padrão aceitável, converse com seu treinador e procure um fisioterapeuta ou um médico ortopedista para uma avaliação mais profunda.

 

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