28/9/2013 às 20h12 - Atualizado em 28/9/2013 às 20h12

Câncer e Fertilidade: pacientes jovens terão suas chances de engravidar aumentadas

Fabrícia Kirmse
Redação Folha Vitória

DivulgaçãoUma das questões mais delicadas em jovens pacientes diagnosticadas com câncer é em relação a sua fertilidade. Dependendo do estágio da doença, elas são submetidas às sessões de quimioterapia, o que podem deixá-las estéreis.

Entretanto, existem algumas técnicas para preservar o desejo de engravidar dessas pacientes. A mais recente, é a Criopreservação do Tecido Ovariano. Ainda é uma técnica muito nova em todo o mundo, e que consiste no congelamento do tecido ovariano dessas mulheres, assim que for diagnosticado o câncer, e que será re-implantado assim que o tratamento for finalizado.

O único brasileiro selecionado a participar de uma capacitação que envolve esse novo procedimento é o biólogo capixaba Irineu Degasperi, da Unifert – Centro Avançado de Reprodução Humana. O curso ministrado pelos doutores Vladimir Isachenko e Eugênia Isachenko, responsáveis pelo primeiro nascimento após criopreservação de tecido ovariano na Alemanha, aconteceu entre os dias 18 e 20 de março, na Universidade de Cologne. Durante as aulas práticas, foram demonstrados como se deve retirar o tecido ovariano, a sua preparação, congelamento, descongelamento e re-implante do tecido.

“No Espírito Santo, essa técnica não existe. Participar desse curso foi o primeiro passo que demos rumo ao futuro. Agora, será feito um estudo de viabilidade para planejarmos quando vamos iniciar esse procedimento, uma vez que, os equipamentos utilizados são totalmente específicos e constatamos que existe uma demanda”, destaca Irineu.

Na Europa, aproximadamente 26 bebês nasceram a partir desta técnica, que ainda é muito recente.

A principal vantagem da criopreservação do tecido ovariano é de que esse elemento estará preservado por um tempo geralmente longo – entre 4 e 6 anos. “Inclusive, pode-se ocorrer uma gravidez natural. Por exemplo, uma paciente com 24 anos diagnosticada com câncer decide retirar o tecido ovariano com o objetivo de não se tornar estéril – uma vez que a quimioterapia pode causar isso. Quando ela receber alta do profissional que a está acompanhando, o tecido será re-implantado no local onde era o ovário dela. Com cerca de 6 meses, essa mulher volta a menstruar e ter ciclos, e estará pronta para gerar um filho”, explica o biólogo.

Técnicas utilizadas hoje

Atualmente, as pacientes que possuem câncer podem contar com a Criopreservação de Embriões – embriões resultantes de técnicas de Fertilização In Vitro podem ser congelados para a implantação no útero após a realização do tratamento do câncer.

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