Companheiro de pasto "chora" após furto de boi de estimação na Serra

O animal, conhecido como Gavião, já está na família há 13 anos. O dono do boi disse que todos têm sofrido bastante com o sumiço do boi, que foi visto pela última vez no domingo

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Segundo a família, o boi Canário, companheiro de pasto do boi Gavião, não pára de chorar desde seu desaparecimento
Foto: TV Vitória

Um boi considerado de estimação por uma família moradora de uma propriedade na região de Queimados, na zona rural da Serra, foi furtado por criminosos, no início da semana. O dono do animal, Celso Barbosa dos Santos, de 51 anos, disse que todos têm sofrido bastante por causa do sumiço do boi, conhecido como Gavião, que já está na família há 13 anos. 

Segundo ele, até mesmo um outro boi, o Canário, que foi criado com Gavião e convivia com ele no mesmo pasto, está sentindo a falta do animal e, desde o seu sumiço, não para de chorar. 

"Ele está sentindo falta, foram criados tudo junto. Ele [o Canário] é mais novo, tem 4 anos, mas foi criado junto com ele [Gavião]. Eu já soltei ele junto com o gado, mas ele não pára, só fica rodando pra lá e pra cá. Vou ter que levá-lo para casa, para cuidar dele lá no quintal, até ele se conformar também", disse.

O filho de Celso, Robson Marinho, disse que foi criado junto com Gavião e que também não se conforma com o sumiço do animal. "Rapaz, é uma barra viu. Ele é como se fosse da família. Alías, ele é da família. Treze anos não são 13 dias", lamenta.

"Minhas meninas também sentem muita falta. Uma delas liga todo dia pra todo mundo. Já avisou ao mundo inteiro, mas está difícil", lamenta Celso.

O dono do animal conta que viu Gavião pela última vez no domingo. "Soltei ele no pasto às 14 horas no domingo e, na segunda-feira, quando eu cheguei aqui cedo, fui procurar e ele não estava. Toda vez que eu chego de manhã, ele sempre está ali, já me esperando. Na hora em que ele me vê, ele me conhece, fica me olhando. Aí eu paro, vou lá, dou um carinho nele e deixo ele aí e vou trabalhar. Mas eu estou sempre aqui por perto, sempre estou vendo", conta.

Celso cuida de Gavião há 13 anos e ainda espera encontrá-lo com vida
Foto: Arquivo Pessoal

Segundo Celso, quem furtou o boi deixou para trás a cerca quebrada, uma corda e um chinelo. Como o animal mede mais de 1,8 metro de altura e pesa cerca de uma tonelada, o dono do boi acredita que os criminosos tiveram trabalho para levar Gavião.

"Tiveram muito trabalho para passar com ele, porque ele não é boi de passar em arame. O arame pode estar baixinho que ele não passa. Eles devem ter judiado dele para passar naquele lugar, porque tinha um arame meio alto lá", disse.

O dono do boi conta que ainda tem esperança de encontrar o animal vivo. "A pessoa podia trazer e soltar na estrada, deixa por aí que a gente encontra. Eu só quero o boi de volta. Todo mundo aqui gosta muito dele, é um boi conhecido. E se eles o pegaram para fazer abate, é perigoso porque eu apliquei remédio nele no domingo. Eu peço a quem encontrar ou souber ou até mesmo à pessoa que levou, se tiver com ele, que devolva", implorou. 

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