| 16/9/2009 às 13h19 - Atualizado em 16/9/2009 às 19h19

Mulher usa quase todo salário pagando dívidas de crack do marido em Cariacica

TV Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Reprodução TV Vitória
Uma família de Cariacica precisa de ajuda. A mulher emprega quase todo o salário pagando as dívidas criadas pelo marido, que é viciado em crack e, apesar de várias tentativas, não conseguiu se curar do vício. O casal, que tem quatro filhos, enfrenta dificuldades financeiras por causa das dívidas de drogas. "Eu sou fraco. Eu não consigo. Eu já tentei várias vezes. A cabeça dói muito, as mãos tremem...", conta.

Aos 39 anos, ele usa todo o dinheiro da aposentadoria por invalidez no vício. Mas o benefício, que é de um salário mínimo, não é suficiente para manter o consumo. Em momentos de desespero, atormentado pela abstinência, ele acaba pegando dinheiro emprestado com a vizinhança e, aí, cria mais um problema.

Foto: Reprodução TV Vitória
"Ele pega dinheiro emprestado com todo mundo lá no bairro e o pouco que eu ganho no trabalho eu tenho que sair pagando todo mundo porque senão... Eu tenho é medo de morar naquele lugar... Ele sofre disso desde os sete anos de idade", conta a esposa.

De acordo com a mulher, a família já tentou tudo para tirá-lo do vício. E ele, inclusive, quer deixar de usar crack, mas não consegue. "Nós já tentamos tudo quanto é jeito. Ele já se esforçou. Ele volta para a igreja, fica seis meses, não aguenta e sai de novo. Nós também já colocamos ele em uma casa de repouso, mas ele não conseguiu. O sonho dos meus filhos é ver ele curado. Eles tem medo de perder o pai", conta.

O psiquiatra Fábio Olmo, que trata pacientes com dependência química, afirma que o crack tem uma ação parecida com a da cocaína. A diferença é a via de acesso. Como a pedra é queimada e a fumaça aspirada, o pulmão reage imediatamente. O efeito é potente, mas dura muito pouco, ajudando a criar a dependência.

O uso, geralmente, começa com a utilização de maconha. "O crack, hoje em dia, está sendo muito utilizado associado à maconha. O que aqui no Estado eles chamam de mesclado. Eles usam o crack fumado junto com a maconha. Na maior parte das vezes os usuários usam o crack mesmo sem saber que ele está no baseado", diz o psiquiatra.

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