31/8/2010 às 16h52 - Atualizado em 1/9/2010 às 10h20

Bandido deixa celular cair durante assassinato na Serra e é identificado por fotos do aparelho

Redação Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Divulgação/PC
Suspeito de executar jovem na Serra
A Polícia Civil identificou o bandido que executou um rapaz de 23 anos nas proximidades do Terminal de Carapina, na Serra, no início da manhã desta terça-feira (31). Na ocasião, o autor dos disparos tentou esconder o rosto usando um capacete, mas ao fugir, deixou cair no chão um celular que carregava.  O aparelho foi recolhido no local do crime e, pelas fotos que armazenava, os investigadores identificaram o bandido.

O acusado é Johnny Lopes Silva, de 22 anos. Segundo o titular da Delegacia de Crimes Contra à Vida (DCCV) local, Josafá da Silva, o jovem é conhecido das autoridades pelo envolvimento com o tráfico de drogas na região de Central Carapina. Há dois meses, inclusive, ele chegou a ser vítima de uma tentativa de homicídio mas escapou e sobreviveu.

As investigações iniciais indicam, inclusive, que a execução de Carlos Eduardo Barbosa, o “Tiãozinho’, pode estar ligada a uma rixa entre quadrilhas que agem no bairro. Antes de ser morto com seis tiros de pistola .45, ele e a companheira se preparavam para fazer uma prova do DETRAN.

De acordo com o a polícia, o rapaz era foragido da Justiça. Em 2005, ele foi preso com a namorada portando uma metralhadora 9mm, 19 munições da mesma arma, um revólver calibre 357, outras 15 munições do mesmo calibre, um revólver calibre 38, R$1,8 mil em dinheiro, balança de precisão e quase 100 pedras de crack.

Em 2008, ele conseguiu fugir do Complexo Penitenciário de Viana mas foi capturado. Depois escapou de um presídio em Linhares, no Norte do Estado. Ao ser assassinado nesta terça-feira (31), ele ainda carregava uma carteira de identidade falsa e tiraria carteira com o nome de Marcelo Santos Oliveira.

Identificação do acusado

Após apreender o celular que Johnny Lopes Silva deixou cair ao fugir, a polícia vasculhou o aparelho e encontrou várias fotos dele. Comparadas com outras que haviam no arquivo da DCCV, ele foi identificado.

“O autor deixou cair um celular que foi entregue na DCCV. Vistoriando o álbum de fotos identificamos o assassino. No arquivo de fotos confirmamos que se tratava da mesma pessoa. E por coincidência esse Johnny foi vítima de tentativa de homicídio há uns dois meses”.

O delegado Josafá da Silva esclareceu que os investigadores chegaram a ir até a casa de parentes do acusado mas não o encontraram. Durante as diligências, no entanto, um vizinho dele foi preso. Os policiais foram até a casa do suspeito e, ao realizarem revistas, encontraram um revólver. O homem foi levado à DCCV e autuado.

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