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Polícia
| 29/3/2011 às 7h9 - Atualizado em 29/3/2011 às 18h21

Julgamento do assassinato do ex-prefeito Anastácio Cassaro reúne movimentos sociais em Vitória

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Redação Folha Vitória

Foto: Reprodução TV Vitória
O julgamento do assassinato do ex-prefeito de São Gabriel da Palha, Anastácio Cassaro, nesta terça-feira (29), às 8h30, reúne em Vitória, representantes de ONGs e movimentos sociais criados para lutar por justiça.

Alguns desses movimentos sociais foram criados a partir de casos de muita repercussão, como a morte da missonária Dorothy Stang, morta no Pará. A suspeita é de crime de mando e fazendeiros estariam envolvidos. A irmã Dorothy foi assassinada com seis tiros, sendo um na cabeça, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005.

Também estará no julgamento Márcio Nakashima, presidente do Movimento Paz e Justiça Mércia Nakashima, criado depois do desaparecimento e morte da advogada de 28 anos. Ela desapareceu no dia 23 de maio de 2010, após participar de um almoço em família em Guarulhos, São Paulo. O principal suspeito, que nega participação no crime, é o também advogado e ex-policial, Mizael Bispo de Souza. Ele ainda teria contado com a ajuda do vigia Evandro Bezerra da Silva. O caso ainda não foi julgado.

Os acusados de serem os mandantes do assassinato do então prefeito de São Gabriel da Palha, na noite do dia 3 de abril de 1986, serão levados a julgamento pelo tribunal do júri de Vitória. Vão sentar ao banco dos réus: Fernando Lourenço de Martins (filho do então vice-prefeito de São Gabriel da Palha), Edvaldo Lopes de Vargas, Jorge Antônio Costa, Carlos Smith Frota e Luis Carlos Darós.

Os trabalhos do júri popular serão presididos pelo juiz Marcelo Soares Cunha e, na acusação, a promotora de justiça da 1ª Vara Criminal de Vitória, Joana D'arc Guzanski. Como assistentes da acusação, participam os advogados Nilton Cesar Costa e Marlene Maria Marra.

Entenda o caso

Cassaro era filiado ao PMDB e estava no exercício do cargo desde 1983, e foi alvejado por dois tiros disparados pelas costas e na cabeça, quando estava em companhia do seu filho, o ex-deputado estadual Arildo Cassaro e seu sobrinho, Evaldo de Castro, no bairro Goiabeiras, em Vitória. No dia 3 de abril de 1986 ele estava em Vitória para finalizar detalhes da organização da festa do café, preparando a visita do então presidente da república e atual presidente do senado, José Sarney.
 
Consta nos autos do processo do caso que o assassinato teria sido encomendado por um grupo, com interesses políticos, que ficou conhecido na época como "consórcio de crime". Os acusados ficaram presos pelo curto período de três meses, e, em seguida, passaram a responder o processo em liberdade. O vice-prefeito, Firmino de Martins, também foi incriminado e denunciado. No entanto, recentemente, foi prolatada sentença que o declarou isento de punição por ter completado 70 anos.

Os dois pistoleiros José Sasso e Jorge Bilce já não podem mais responder o processo. Sasso foi morto por envenenamento no presídio, e Bilce foi morto em uma emboscada em Rondônia.

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