| 25/3/2011 às 12h16 - Atualizado em 25/3/2011 às 17h52

Preso traficante que mandou matar estagiário da PM no Morro da Conquista

TV Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Reprodução TV Vitória
Mãe e filhos unidos pelo crime foram presos dentro da própria casa no morro do Bairro da Conquista, em Vitória, por tráfico de drogas. Edileuza Maria Barbosa Duarte, Marcelo Duarte de Almeida - conhecido como Pezão - e Marcos Duarte Celestino, o Marquinhos, portavam dois carregadores de pistola 380, munição de pistola 9 milímetros, que é de uso restrito, uma bucha de maconha, além de quase R$ 1,5 mil em dinheiro.

De acordo com a polícia, Marcelo é ex-comandante do tráfico da comunidade e atualmente é usuário de drogas. A mãe é apontada como gerente da atividade criminosa exercida pelo outro filho. Edileuza também seria autora de falsas denúncias para tentar intimidar a polícia no combate ao tráfico no morro. "Nunca fiz nada de errado. Não devo nada a ninguém", se defende Edileuza.

"Ela é a cabeça e faz a 'correria' por fora. Segura o dinheiro e arrecada verba no morro. Ela mobiliza a população a vigiar o serviço policial e cria várias denúncias para inibir os policiais a subirem no morro para intimidarem o tráfico. Ela prepara 'barracos' para tentar fazer com que a polícia não suba o morro. Várias pessoas da população se beneficiam do tráfico", conta o soldado Wilson Rodrigues.
 
Segundo a polícia, Marquinhos atua como mandante de vários crimes na região e os assassinatos ordenados por ele são reconhecidos pelos requintes de crueldade. Na lista dos crimes está a morte do estagiário do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar de Maruípe, Flávio Adriano de Oliveira, de 18 anos. Ele foi executado no bairro São Pedro III, em Vitória, no dia 12 de dezembro de 2010.O rapaz conversava com amigos quando foi surpreendido por dois homens armados que estavam de moto e efetuaram os disparos. O estagiário da polícia foi o único baleado do grupo e chegou a ser socorrido para a Policlínica de São Pedro, mas não resistiu e morreu. Segundo as investigações, Flávio pode ter sido assassinado porque criminosos suspeitavam de que ele estivesse entregando traficantes para a polícia.
 
"Não mando em nada. Não estou matando nem minha fome", alega Marcos. O irmão do traficante também se defende. "Trabalho como ajudante de pedreiro e catador de papelão. Não trabalho com tráfico. Não tenho nenhum envolvimento com assassinato", diz Marcelo.
 
"Ele é mandante de vários homicídios de pessoas que foram esquartejadas. Um rapaz conhecido como Felipe teve os olhos arrancados e o último é o estagiário da PM que foi morto. Os traficantes do Bairro Conquista são conhecidos pelo requinte de crueldade. Esse rapaz que eles esquartejaram e arrancaram o olho, segundo informação de moradores, estava vivo quando tiraram. Inclusive um dos traficantes até passou mal pelo tamanho da crueldade. Nem ele suportou", afirma o soldado da Polícia Militar. Sobre as prisões, o policial comemora. "Para nós é um sucesso e mostra que o serviço da polícia está dando resultado".

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