| 27/1/2012 às 13h57 - Atualizado em 27/1/2012 às 19h43

Grupo é preso por suspeita de tráfico de drogas e formação de quadrilha em Vila Velha

TV Vitória
Redação Folha Vitória

Reprodução TV VitóriaApós denúncias anônimas, três rapazes e um adolescente de 17 anos foram detidos na Praia de Itaparica, em Vila Velha. O grupo é acusado de cometer diversos crimes, como porte ilegal de armas, formação de quadrilha e corrupção de menores.

Na delegacia, Roberto Castilho de Souza, Renato Gomes da Silva e Douglas do Amaral tentaram se defender. “Não foi pego nada comigo, nem a droga, nem a arma. Saí da cadeia há pouco tempo”, alegou Roberto.

Apesar de negarem, a polícia apresentou os produtos que foram apreendidos com eles. Além de maconha e embalagens para embalar a droga, muitos celulares e chaves que os investigadores acreditam ser de veículos roubados no Estado.

Douglas, de 18 anos, também é suspeito de roubar um carro em Vila Velha. Ele admitiu que uma pistola 380 era dele. “Tenho um problema pessoal e comprei a arma. Fui ameaçado de morte e queria me defender”, disse o acusado.

A polícia chegou até os suspeitos através de várias denúncias anônimas. O grupo estava na praia de Coqueiral de Itaparica e foi detido quando saía do local. “Alguns elementos ainda estão foragidos. Essa quadrilha é especializada em roubo de veículos e tráfico de entorpecentes. Obviamente, eles roubam os veículos para capitalizar o tráfico. Os veículos são vendidos para desmanches. Ontem à noite [quinta], no momento em que estávamos lavrando o flagrante, uma pessoa que foi vítima de roubo de um carro no dia 12 esteve aqui e já reconheceu um deles como autor do roubo”, contou o delegado Danilo Bahiense.

De todos os suspeitos, somente o menor de idade foi liberado. “Embora o menor estivesse atrás do motorista e a arma estivesse embaixo do banco do carona, imediatamente ele assumiu como sendo o proprietário da arma. Nós já sabemos que eles agem dessa maneira porque a pena para o adolescente é menor. Depois, quando os policiais questionaram, o Douglas assumiu a arma. O menor é de boa família, mas há três meses começou a fazer uso de maconha. Ele estava trabalhando de carteira assinada e, na semana passada, entregou a carteira, falou que não queria mais trabalhar e juntou-se à quadrilha. Como no flagrante não houve violência nem ameaça, ele foi entregue à mãe, que se comprometeu a apresentá-lo em juízo quando for intimado”, esclareceu o delegado.
 

    

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