11/7/2012 às 20h30 - Atualizado em 11/7/2012 às 20h38

Acusado de matar colunista social é condenado a 19 anos de prisão, mas não vai para a cadeia

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

ReproduçãoApós 23 anos do assassinado da colunista social Maria Nilce dos Santos Magalhães, um dos acusados é condenado a 19 anos de prisão. A sentença do ex-policial militar Cezar Narcizo foi anunciada na noite de terça-feira (10) após cerca de 13 horas de julgamento.

Foram quatro votos contra três do júri popular e, apesar de ter sido condenado, o acusado não foi para a prisão. O advogado de defesa recorreu e, por conta disso, o ex-policial militar foi liberado e vai aguardar em liberdade.

O julgamento do segundo réu do caso, o ex-policial civil Romualdo Eustáquio da Luz Faria, o Japonês, foi adiado para o dia 06 de novembro. A defesa conseguiu o adiamento após alegar que o laudo de sanidade mental do réu não foi finalizado, portanto ele não poderia ser julgado.

O Ministério Público e os advogados de defesa não convocaram nenhuma testemunha. Os advogados são Lígia Simone Costa Calado Dornela Câmara, que defende Japonês, e Jorge Benedito Florentino de Brito, que defende Cezar Narcizo.

O julgamento foi realizado pela Justiça capixaba depois de 23 anos do crime, ocorrido em 5 de julho de 1989. Inicialmente marcado para o dia 16 de junho, o júri sofreu mudança de data devido à solicitação de inclusão, nos autos do processo, da advogada Lídia Simone Câmara, de Brasília, na defesa de Romualdo Eustáquio.

O caso

Maria Nilce foi assassinada aos 48 anos, em 5 de julho de 1989, pela organização que ficou conhecida no Espírito Santo como “Sindicato do Crime”. Ela estava chegando à Academia Corpo e Movimento, na rua Aleixo Neto, Praia do Canto, em Vitória, por volta das 7 horas, em companhia da filha.

Críticas e ameaça de anunciar envolvidos com tráfico de drogas, feitas na coluna social que escrevia para o Jornal da Cidade, seriam as causas do assassinato. A Polícia Federal apontou como mandante o empresário José Alayr Andreatta, que já foi condenado pelo júri e está foragido da Justiça. Ele teria contratado Japonês, que, por sua vez, teria subcontratado os pistoleiros José Sasso e Cezar Narciso.

Sasso, que morreu envenenado na prisão, era acusado também de ser um dos assassinos do prefeito Anastácio Cassaro, de São Gabriel da Palha. Outro acusado no caso Maria Nilce foi o piloto Marcos Egydio Costa, que deu fuga em seu avião aos pistoleiros. Ele ia também a julgamento junto com Japonês e Narcizo, mas acabou sendo assassinado no dia 27 de janeiro deste ano, em Jacaraípe, na Serra, dentro de seu estabelecimento comercial.

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