| 27/8/2012 às 13h29 - Atualizado em 27/8/2012 às 18h33

Taxista baleado na Serra foi socorrido mais de uma hora depois de acionar "botão do pânico"

TV Vitória
Redação Folha Vitória

Reprodução TV VitóriaUm taxista de 38 anos, que pressionou o “botão do pânico” durante um suposto assalto e acabou sendo baleado, foi socorrido depois de mais de uma hora que a atendente da empresa de GPS acionou o Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes) e informou o sequestro. A Polícia Militar admitiu a demora no socorro e os fatos serão investigados.

O crime aconteceu na madrugada do último sábado (25), na Rodovia do Contorno, na Serra. Rodrigo Moreira Neves está internado em estado grave no Hospital Dório Silva, na Serra. Ele foi atingido por um tiro na cabeça e outro no peito. A vítima trabalha no ponto de táxi de um hipermercado, na Reta da Penha, em Vitória. Quando percebeu que estava sendo assaltado, o taxista acionou o “botão do pânico”. A atendente da empresa de GPS ligou para o Ciodes informando o fato à 01h38. À 01h47, a funcionária da empresa faz o segundo telefonema para o órgão.

De acordo com o monitoramento, à 01h50 o taxista estava na Rodovia do Contorno. Outro registro informou que entre 02h03 e 02h32, a vítima permanece na rodovia. Às 02h42, o táxi foi desligado e ligado novamente. Momentos depois, uma ambulância encontrou o taxista, que já estava baleado.

O comandante da Polícia Militar do Espírito Santo confirmou que o socorro demorou. “À 1h47, a primeira viatura era despachada para o bairro de Jardim Camburi. Somente às 2h42, uma viatura foi despachada para o município de Serra onde uma ambulância estava levando o taxista que já havia sido baleado. Ao que tudo indica, há indícios de falha humana”, comentou o Ronalt William.

O comandante abriu uma sindicância para investigar o que aconteceu. O prazo da investigação é de 15 dias e pode ser prorrogado por mais 15 dias. Caso seja confirmada a falha, os responsáveis podem ser advertidos ou, até mesmo, expulsos da Polícia Militar.

“Nessa manhã já instaurei uma sindicância para que, no prazo de 15 dias, nós tenhamos o resultado do que aconteceu na Polícia Militar, já que o atendimento médio de emergência do Ciodes se aproxima de onze minutos. Lembrando que é um processo administrativo, mas ainda estão sob as dispensas da legislação penal se a Polícia Judiciária entender que houve crime”, explicou.

Para a ex-mulher de Rodrigo, o taxista foi vítima de assalto. “Ele é um homem quieto, honesto e não se envolvia em confusão. Por isso, eu acho que ele foi vítima de um assalto”, disse Andressa Santos Pereira.

  

  

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