Padrasto preso na Serra acusado de obrigar enteada a fazer sexo

A violência sexual teria acontecido na noite do último dia 29 de dezembro e foi comprovada por meio de exames médicos. Suspeito foi detido nesta terça-feira

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Suspeito foi detido nesta terça-feira por policiais da DPCA
Foto: TV Vitória

Um instrutor de autoescola de 45 anos foi preso nesta terça-feira (05), na Serra, suspeito de estuprar a própria enteada, de 13 anos, na cama onde dormia com a esposa, mãe da vítima. A violência sexual teria acontecido na noite do último dia 29 de dezembro e foi comprovada por meio de exames médicos. O acusado, no entanto, nega que tenha cometido o crime e diz que, se algo aconteceu, foi enquanto ele dormia.

De acordo com a polícia, o suspeito aproveitou que a mãe da menina não estava em casa e cometeu o estupro. A mulher havia passado a noite no hospital com o pai dela, avô da adolescente, que estava internado. Com isso, o instrutor ficou sozinho com a menina e o irmão dela, filho do suspeito com a mãe da vítima.

Ainda segundo a polícia, foi de madrugada que o terror começou. A menina contou que o padrasto foi ao quarto dela e, à força, a tirou da cama. Ele teria levado a garota na marra até o quarto do casal e, na cama onde dormia com a própria esposa, estuprado a enteada.

Na manhã seguinte, a adolescente contou tudo para a mãe, que registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Regional da Serra. O caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), na segunda-feira (04), e, no dia seguinte, o suspeito foi detido.

"A vítima relatou os fatos para a mãe. Ele saiu de casa e tomou rumo ignorado. Nós representamos pela expedição do mandado de prisão e sabíamos de alguns locais onde ele poderia estar. Foi montada uma campana, os policiais aguardaram e, assim que ele chegou, foi dada a voz de prisão", contou o titular da DPCA, delegado Lorenzo Pazolini.

O acusado foi levado para a DPCA e, em seguida, para o Centro de Detenção Provisória de Viana, onde permanecerá à disposição da Justiça. O instrutor, que se diz evangélico, negou todas as acusações e chegou a dizer que não lembra de nada, porque estava dormindo. "Não cheguei a fazer violência. Se eu cheguei a toca nela eu estava dormindo. Não tenho consciência que eu fiz alguma coisa com ela. Estou com a consciência tranquila", afirmou.

O delegado, no entanto, disse que a versão do acusado não tem sustentação e que ele deve permanecer preso. "Ele nega os fatos, mas diz que, se houve algum tipo de violência sexual, ele praticou quando estava dormindo, numa espécie de sonambulismo. Mas é uma versão frágil, que não se sustenta. Vamos manter esse indiciamento e representar pela prisão preventiva dele, para que ele permaneça preso durante toda a instrução penal", ressaltou Pazolini.

Segundo a polícia, o acusado convivia com a menina há 8 anos, desde quando ela tinha 5 anos de idade. De acordo com o delegado, nem a vítima nem a mãe nunca notaram nada de suspeito no comportamento do padrasto. Depois que tudo aconteceu, ele saiu de casa e não voltou mais. 

"Saí porque eu tinha que trabalhar, tinha que resolver minhas coisas. Do jeito que eu saí eu não voltei em casa mais. Sei lá o que a mãe dela tinha falado. E se eles me matam?", questionou.

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