Polícia

Família reconhece corpo de jovem asfixiada com o próprio cinto na Serra

Raíssa e Santana fez o último contato com a família no dia 24 de setembro. Ela disse que iria a uma festa acompanhada de amigas. Depois disso, foram 15 dias de buscas

Foram duas semanas sem saber o paradeiro da jovem Foto: TV Vitória

A história da jovem desaparecida, contada pela equipe da TV Vitória há cerca de 15 dias, teve um triste final. O Departamento Médico Legal confirmou que um corpo encontrado em um matagal no município de Serra, era de Raíssa de Santana Oliveira, de 23 anos. A jovem foi assassinada. 

Foram duas semanas sem saber o paradeiro da jovem e a família afirma que ainda está difícil de acreditar no que aconteceu. "Foi um choque, porque a gente ainda tinha esperanças de minha irmã está bem, até mesmo em cativeiro, algo do tipo. Não tem nem como dizer, pois a dor que a gente sentiu foi uma coisa que nos destruiu por dentro", conta Larissa dos Santos, irmã da vítima. 

Raíssa fez o último contato com a família no dia 24 de setembro. Ela disse que iria a uma festa acompanhada de amigas. Depois disso, foram 15 dias de buscas.

No dia 09 de outubro, a família recebeu a informação de que o corpo de uma jovem havia sido encontrado em um matagal às margens da Rodovia Audifax Barcelos, na Serra. O estado de decomposição estava avançado. 

"Estava em um estado muito crítico de decomposição. Eu e minha mãe estivemos lá e nesse dia, a gente só conseguiu reconhecer ela pelo cinto e pela sandália. Esperamos uma semana pelo resultado e pelas digitais e, na última quinta, ficamos sabendo que era ela sim", revela Larissa. 

Na tarde desta quinta-feira (20), o laudo que usa o teste DNA ficou pronto e comprovou que o corpo era realmente de Raíssa. De acordo com os familiares, o laudo feito pela perícia aponta que a jovem foi assassinada ainda no dia de seu desaparecimento, entre 24 e 25 de setembro. Ela teria sido asfixiada com o próprio cinto e agredida várias vezes na cabeça. 

A polícia acredita que o assassino tenha usado um capacete para bater na vítima. A família corre atrás da liberação do corpo, prepara a despedida de Raíssa e espera que o responsável seja identificado e preso. 

Ainda em estado de choque, Larissa não conseguiu encontrar palavras para descrever a notícia que recebeu. "É uma coisa que não tem nem como explicar, pois é um pedaço, ainda mais da forma que ela foi morta, brutalmente, o jeito que a gente encontrou ela, acho que nunca vai sair da nossa memória", disse Larissa.

A Polícia Civil não repassou mais detalhes do caso para não atrapalhar as investigações.

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