Professor Sérgio Majeski segue colocando todos os dedos nas feridas da Ales

Deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB)

Deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB)

Há tempos não se via um plenário tão bonito! Pudera! O assunto em questão era o ego, a vaidade de boa parte dos deputados estaduais, que fizeram questão de manter o quórum na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), na tarde desta segunda-feira (23), por um motivo muito importante: saber quem manda.

Um parlamentar entrou na história com a finalidade de fazer valer o Regimento Interno da ilustre Casa de Leis e meteu o dedo na ferida dos 30. Sim, incluindo ele próprio. Professor Sérgio Majeski (PSDB). Afinal, para um professor permanecer no erro seria apenas burrice, se ao seu currículo não tivesse incluída, agora a função de legislador.

Na semana passada, Majeski pediu indeferimento à proposição do colega Marcelo Santos (PMDB) para criação de uma Comissão Especial de Petróleo e Gás, por considerar que a dita comissão fere o Regimento e bate de frente com a comissão da qual a presidente, aquela de nome longo, mas de pouca funcionalidade nos últimos anos – Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Inclusão Digital, Biossegurança, Qualificação Profissional, Energia e Gás Natural e Petróleo e seus Derivados.

Sérgio Majeski questionou “onde estava a secretaria da Mesa que não viu que estava errado?”, se referindo à proposição de Marcelo Santos. Reconhecendo o erro, mas sem perder a piada, o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM) disse “todo mundo cochilou, inclusive o senhor”. O tucano puxou a orelha dos pares, mais uma vez, dizendo que as votações na Ales acontecem de qualquer modo, com alguns parlamentares contando piadas, falando ao celular ou mesmo perambulando pelo plenário.

Coube a Majeski aceitar a transformação de seu pedido de indeferimento em “questão de ordem”, derrubada por 16 votos a 11. Enivaldo dos Anjos (PSD) saiu em defesa de Majeski e, claro, do Regimento.

O que mais impressionou foram a satisfação e a naturalidade com que alguns deputados justificaram seu voto contra o questionamento de Sérgio Majeski. “Mantendo minha postura, diante da primeira votação, voto não”, disseram. Permanecer no erro para um parlamentar deveria significar vergonha.

A CPI escura do Pó Preto
Depois de, mais uma vez, ele, Sérgio Majeski questionar os critérios de escolha de Bruno Lamas (PSB) para compor a CPI do Pó Preto, o assunto voltou para as mãos da Mesa Diretora. Ferraço se confundiu, não sabia o que fazer, não consultou a Procuradoria, mas acatou o questionamento de Majeki.

 

O “blocão” sob a batuta do pacato Rodrigo Coelho (PT) toma as decisões e os seis parlamentares do “bloquinho”, se não esperneiam, ficam sem vez na Casa. Pois bem, o blocão decidiu que os membros da CPI do Pó, seriam exatamente os da Comissão Permanente de Meio Ambiente, formada por Rafael Favatto (PEN), Erick Musso (PP), Dary Pagung (PRP), Gildevan Fernandes (PV) e Bruno Lamas (PSB).A composição foi questionada pelo presidente da ONG SOS Espírito Santo Ambiental, Eraylton Moreschi Junior.

Saída à francesa
Bruno e Gildevan estão sendo gentilmente convidados a sair da Comissão por terem recebido doação de empresas consideradas poluidoras. Talvez, por isso, durante a primeira reunião da CPI, que já esquentou, Bruno Lamas tenha sugerido deixar o cargo para dar lugar ao empenhado Gilsinho Lopes (PR), que tem apoio das ONGs que monitoram a poluição atmosférica na Grande Vitória.

Dica
Questionado sobre a lisura das apurações da CPI, bem como seus resultados, já que dois membros receberam, juntos, cerca de R$ 200 mil reais de empresas mineradoras, o presidente da Comissão Rafael Favatto não fez rodeio e disse que “cada um deve analisar sua condição de forma ética”. Fica a dica.

Ampliação
Os cinco membros da CPI já começaram a se desentender, na hora de escolher o relator. Lamas queria a função, mas Dary ganhou no voto. O socialista parabenizou o colega, mas deixou claro que foi apunhalado pelas costas. Restou a Bruno Lamas, sugerir que a Comissão seja ampliada e ganhe dois novos membros – Gilsinho e Pastor Mansur.

A CPI que nasce morta
Para não perder a viagem, Enivaldo abriu o verbo e declarou que “Se os deputados Majeski e Gilsinho não participarem a CPI já nasceu morta”. No entanto, outro parlamentar reivindica uma vaguinha nesta CPI. Pastor Mansur, que não recebeu doação de nenhuma pessoa jurídica e chamou a Comissão de “desacreditada”.

 

Leia mais sobre o cenário político:

300x200px Blog Bastidores 300x200px Blog Esplanada

(524Publicações)

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será divulgado. Campos obrigatórios estão marcados com *