1/6/2007 às 19h4 - Atualizado em 1/6/2007 às 19h4

Polícia prende mandante do assassinato de Maria Nilce

Folha Vitória
Redação Folha Vitória
O empresário capixaba José Alayr Andreatta, condenado em 2006 pela morte da jornalista Maria Nilce, deve foi preso no início da noite desta se entregar à polícia nesta sexta-feira (1). A expectativa era de que ele se entregasse à polícia na segunda, como garantiu seu Gilberto Ferreira Pereira. O advogado pretende ingressar com um pedido de habeas corpus para Andreatta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) questionando os pressupostos da prisão. Nessa quinta-feira a polícia tentou cumprir o mandato de prisão, mas Andreatta deixou a casa, por orientação de Pereira, preocupado com a saúde de seu cliente. O advogado pretende ingressar com um pedido de hábeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) na segunda-feira (4), questionando os pressupostos da prisão. "Nesse caso a prisão se daria em três casos: se meu cliente não residisse no distrito da culpa, se ele se furtasse a comparecer a qualquer ato do processo, ou se fosse vadio, ou seja, se não trabalhasse. Ele não se enquadra em nenhuma dessas alegações", defendeu. Gilberto Pereira chegou do Rio de Janeiro ao Espírito Santo na manhã desta sexta-feira para se inteirar do processo. Ele reunirá documentos para anexar ao pedido de hábeas. A expectativa do advogado é que o Superior, em Brasília, decida sobre o requerimento em um prazo de 20 dias. Enquanto isso, o empresário ficará detido. No início da semana, a Justiça capixaba acolheu, por unanimidade, o recurso do Ministério Público Estadual (MPE) que pedia a revogação da decisão que concedia ao empresário o direito de recorrer ao processo em liberdade. Na justificativa, o relator da matéria, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, afirmou que, embora condenado, Andreatta "não passou sequer um dia na prisão". O desembargador ressalta a comoção criada pelo crime e também os "claros impedimentos" impostos ao tramitar do crime. A colunista social Maria Nilce foi morta a tiros, em 1989. Dezessete anos depois, em setembro de 2006, o juiz da 1ª Vara Criminal condenou o empresário pela morte da jornalista. Contudo, garantiu a Andreatta o direito de apelar em liberdade. O Ministério Público Estadual (MPE) interpôs recurso contra a decisão do juiz por entender que a liberdade do criminoso frustra a ação da Justiça.
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