10/9/2008 às 11h54 - Atualizado em 10/9/2008 às 12h33

Prefeita de Fundão vai a julgamento por tentar comprar votos

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Reprodução TV Vitória
Durante a manhã, o juiz eleitoral Gedeon Rocha Lima ouviu depoimentos
A prefeita de Fundão, Maria Dulce (PMDB), sentada no banco dos réus. Na manhã desta quarta-feira (10), começou o julgamento que definirá o futuro político da prefeita: que pode ter a candidatura à reeleição cassada. Maria Dulce responde, na Justiça Eleitoral, à acusação de ter distribuído cestas básicas no município em troca de votos. O crime teria acontecido no dia 22 de agosto, quando a polícia apreendeu o material.

Durante toda esta manhã, o juiz eleitoral Gedeon Rocha Lima ouviu depoimentos das testemunhas arroladas no processo. No total, vinte pessoas foram convocadas a prestar depoimento no fórum de Ibiraçu, onde acontece o julgamento. Os trabalhos devem durar todo o dia e a sentença deve ser conhecida somente na semana que vem.

Foto: Reprodução TV Vitória
A polícia apreendeu nove cestas básicas que eram distribuídas
"Esta primeira audiência tem natureza civil. Vamos ouvir as testemunhas. Depois há um prazo de 48 para acusação protocolar parecer e então mais 48 horas para a defesa fazer o mesmo. Tudo para termos um processo maduro para sentença. Se tudo isso ocorrer dentro do previsto, a decisão sai semana que vem", afirmou o juiz.

A polícia apreendeu no último dia 22 nove cestas básicas que estavam sendo distribuídas no comitê eleitoral da prefeita. Duas pessoas que estavam envolvidas na distribuição foram autuadas pela prática de crime eleitoral. A secretária de Administração da Prefeitura, Ester Regina Duval, foi quem teria entregado a mercadoria para Rosângela Bueno, dona da residência onde foram encontradas as cestas básicas. Rosangela teria confessado à polícia que os mantimentos eram distribuídos pelo comitê.

"São acusações inverídicas. Nunca me envolvi nisso. No município, nós já temos o projeto 'Prato Cheio', que distribui cestas básicas à população há três anos. Não tenho interesse nenhum em fazer isso durante o momento eleitoral", se defende a prefeita.

Mas essa é apenas uma das acusações que pensam contra a prefeita: ela inda teria trocada a data de aniversário da cidade por meio de decreto para coincidir com um comício dela; corroborado com uma fraude na contratação de empresa para recarregar cartuchos de impressoras; e ainda desviar dinheiro da coleta de lixo da cidade.

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