| 31/5/2011 às 18h2 - Atualizado em 1/6/2011 às 18h43

Operação Tsunami: prorrogada prisão de secretários, vereadores e empresários

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Foto: Reprodução TV Vitória
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) pediu e a juíza da Comarca de Fundão, Priscila de Castro Murad, decidiu prorrogar a prisão preventiva por mais cinco dias dos secretários municipais, vereadores e empresários envolvidos em um suposto esquema de fraude na prefeitura de Fundão e que foi descoberto durante Operação Tsunami.

Nesta terça-feira, os presos foram ouvidos durante todo o dia fórum de Ibiraçu, no norte do Estado. O MPE aguarda ainda a decisão do Tribunal de Justiça que vai definir se afasta ou não o prefeito e o vice-prefeito, Marcos Fernando Moraes e Ademir Loureiro de Almeida, respectivamente.

O grupo estaria arrecadando R$ 900 mil por mês em desvio de recursos dos royaltes do petróleo. Eles permanecerão presos temporariamente por mais cinco dias para o prosseguimento das investigações.

Entre as irregularidades que estão sendo investigadas pelo MPES estão a contratação irregular de veículos pela prefeitura; fraudes na compra de medicamentos, com licitações manipuladas; e pagamentos superfaturados de festas do município; além da contratação emergencial de empresa de coleta de lixo, em que eram utilizados diversos expedientes fraudulentos para evitar o processo licitatório.

Na última segunda-feira (30), os vereadores de Fundão decidiram, por unanimidade abrir uma CPI para investigar possíveis fraudes. A comissão será presidida pelo ex-chefe de Governo da prefeitura, o vereador André Ribeiro (PSC). Um dos principais alvos da investigação é a suposta irregularidade no repasse de tíquete-alimentação à secretários e servidores do município.

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