| 17/4/2012 às 8h34 - Atualizado em 18/4/2012 às 17h43

Pesquisa aponta que presidência da Ales tem pior desempenho desde a era Gratz

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Divulgação/ Assembléia LegislativaApesar do pouco tempo no cargo, o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Theodorico Ferraço (DEM), teve a pior avaliação desde o mandato do ex-deputado José Carlos Gratz. É o que mostra a pesquisa realizada pelo Instituto FlexConsult e divulgada em parceria com a Rede Vitória.

De acordo com o estudo, 44,2% dos entrevistados, quase a metade, disseram que não sabem avaliar o atual presidente contra 29,4% do seu antecessor, o ex-deputado Rodrigo Chamoun (PSB).

Os números mostram ainda que a aprovação da presidência caiu de 18,6% para 17% e o de reprovação de 19,2% para 14,8%. A queda, no entanto, está dentro da margem de erro que é de 4,3%.

A pesquisa revelou ainda que cresceu o índice dos capixabas que não conhecem o trabalho desenvolvido pela Assembleia. No levantamento feito no ano passado, o percentual era de 20,8% contra 39,4% do primeiro trimestre deste ano.

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Do total de entrevistados, 19% aprovam o desempenho da Casa e 14,8% reprovam. Os que consideram regular somam 26,8%. Na pesquisa anterior, os números eram de 20,8%, 17,8% e 37,2%, respectivamente.

Já a posição da Assembleia em relação ao Governo do Estado, metade da população não soube avaliar se o Legislativo tem postura de oposição ou apoio. 28,6% disseram que é sempre ou quase sempre de apoio; 15,6%  afirmaram que é ora apoio ou ora de oposição e 5,8% sempre ou quase sempre de oposição. 

Na avaliação da contribuição da Assembleia para a governabilidade, 47,2% não souberam responder, quase o mesmo percentual da pesquisa anterior, que foi de 47,4%. Do total de entrevistados, 7% contribui em parte; 24,2% responderam que contribui e 21,6% não contribui em nada com a governabilidade.

De acordo com o cientista político Fernando Pignaton, a baixa avaliação do presidente da Casa, Theodorico Ferraço, se deve, principalmente, ao receio de que sua instabilidade de ameaça à governabilidade e a sua ligação com o passado. "Esse menor nível tem a ver com a combinação desses fatores que poderam ser confirmados, ou não, dependendo da sua condução a frente do poder", explicou.

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De acordo com Pignaton, a Assembleia participa muito pouco da discussão do que é essencial para o desenvolvimento do Espírito Santo. "Tudo fica muito centrado no Executivo. E ao discutir pouco sobre esses temas a população se desinteressa. Além disso, existe a questão de que os parlamentares só tratam de projetos que sejam de interesses particulares", afirmou.

Ainda segundo Pignaton, por um lado, a Assembléia parou de ser um foco de problemas para o governador e reforçou a percepção de apoio político ao governo, o que, de acordo com a avaliação do cientista, aumentou a percepção do seu papel na governabilidade do Estado. Por outro lado, o recall do presidente Theodorico Ferraço despertou insegurança sobre o papel do poder na governabilidade. 

A pesquisa foi feita entre os dias 30 de março e 8 de abril. O instituto ouviu 500 pessoas na Grande Vitória, região Noroeste, Litoral Norte, Central e Sul. A margem de erro é de 4,3% e o intervalo de confiança é de 95%.    

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