28/1/2013 às 19h22 - Atualizado em 28/1/2013 às 19h22

Visita íntima no Quartel da PM para preso envolvido na Operação Derrama

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

DivulgaçãoApesar de não ter o nome divulgado, um dos detidos durante a Operação Derrama recebeu visita íntima durante o final de semana enquanto estava preso no Quartel da Polícia Militar, em Maruípe.
Não foram divulgadas também as condições em que se deu o encontro, que aconteceu no último sábado (26).

Atualmente estão detidos no quartel os ex-prefeitos Edson Magalhães (Guarapari), Ademar Devens (Aracruz), Guerino Zanon (Linhares), Edival Petri (Anchieta), Valter Luiz Potratz (Piúma), além dos ex-procuradores e ex-servidores de prefeituras Zamir Gomes Rosalino, Eder Botelho, Cláudio Múcio Salazar e Analice Gobeti Pianissoli.

Os detidos estão dividindo três celas. Somente Analice Gobeti Pianissoli está sozinha na cadeia. Ela dividia a prisão com a ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub, mulher do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM). Ela deixou a prisão na noite da última sexta-feira após uma decisão do desembargador Ronaldo Gonçalves.

Já no Centro de Detenção Provisória de Viana II estão detidos os ex-prefeitos Ananias Francisco Vieira, Moacyr Carone Assad e Alcino Cardoso. Nenhum deles possuem curso superior. Eles dividem a mesma cela da unidade.

Nesta segunda-feira, o Tribunal de Justiça enviou novamente o processo da operação para o Ministério Público do Espírito Santo. Caberá ao procurador-geral, Eder Pontes, definir se vai pedir ou não a liberdade dos demais envolvidos no caso. Na semana passada, o MPES já tinha solicitado à Justiça a soltura, mas o pedido foi negado pelo desembargador.

Durante o final de semana, após divulgação pela imprensa de um suposto mal estar entre o Judiciário, Ministério Público e policias do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc), Pontes divulgou nota que não há nenhum conflito entre os órgãos.

"Não há qualquer crise, desarmonia ou descompasso entre as Instituições, vez que eventuais discussões jurídicas acerca de fatos concretos fazem parte do trabalho do Ministério Público no exercício de seu papel constitucional de defesa da lei e da ordem jurídica".

Sobre aos pedidos de revogação das prisões dos ex-prefeitos, em nota, o procurador informou que o “Ministério Público se manifestará tão logo os autos venham com vistas, acompanhados dos novos documentos, que até então não teve acesso”.

Derrama
O esquema começava com a contratação sem licitação, da empresa CMS consultoria para a recuperação de dívidas de impostos. A partir daí, a empresa operava com a cobrança dessas dívidas em nome da prefeitura. Segundo a denúncia, os valores eram aumentados artificialmente. Do total arrecadado, cerca de 40% eram divididos entre os membros da quadrilha.

No município de Aracruz, a estimativa é de que tenham sido desviados cerca de R$ 13 milhões. Mas o esquema, que repetido em outros cinco municípios capixabas, pode ter rendido mais de R$ 200 milhões em fraudes na arrecadação.

Os primeiros indícios da fraude surgiram durante uma auditoria do Tribunal de Contas do Espírito Santo, em Aracruz. A denúncia foi encaminhada ao Nuroc e ao MPES, que aprofundaram a investigação e pediram a prisão dos envolvidos.

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