8/2/2013 às 19h3 - Atualizado em 8/2/2013 às 19h3

Derrama: Guerino, Magalhães e demais ex-prefeitos vão passar carnaval presos

Folha Vitória
Redação Folha Vitória

Everton NunesO feriado de carnaval vai ser na cadeia para os ex-prefeitos presos durante a Operação Derrama. Eles são suspeitos de integrar um suposto esquema de fraude em várias prefeituras capixabas. Dos nove que estavam presos, apenas dois conseguiram o direito à prisão domiciliar e estão sendo vigiados 24 horas pela Polícia Militar.

Ficarão atrás das grades os ex-prefeitos de Guarapari, Edson Magalhães; de Linhares, Guerino Zanon (PMDB); de Aracruz, Ademar Devens (PMDB) e Cacá Gonçalves; de Anchieta, Edival Petri (PMDB); de Piúma, Valter Potratz (PSB); e Alcino Cardoso, de Itapemirim.

Estão presos ainda o ex-secretário de Finanças de Aracruz Durval Valentin dos Nascimento Blank, o fiscal Valter Rocha Loureiro e o ex-procurador de Aracruz Wagner José Elias.

Apesar de o Ministério Público do Espírito Santo ter pedido a substituição da prisão preventiva por novas medidas cautelares, assim como ocorreu em relação à ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub, o desembargador Ronaldo Gonçalves decidiu mantê-los na prisão.

O MPES informou que recebeu os documentos referentes à Operação Derrama e que não tem prazo para a conclusão da análise do material. O órgão informou ainda, por meio da assessoria de imprensa, que está conferindo toda a documentação enviada, com cerca de 40 caixas, contendo milhares de documentos, folhas e processos administrativos integrais.

Esquema
O esquema começava com a contratação sem licitação, da empresa CMS consultoria para a recuperação de dívidas de impostos. A partir daí, a empresa operava com a cobrança dessas dívidas em nome da prefeitura. Segundo a denúncia, os valores eram aumentados artificialmente. Do total arrecadado, cerca de 40% eram divididos entre os membros da quadrilha.

No município de Aracruz, a estimativa é de que tenham sido desviados cerca de R$ 13 milhões. Mas o esquema, que repetido em outros cinco municípios capixabas, pode ter rendido mais de R$ 200 milhões em fraudes na arrecadação.

Os primeiros indícios da fraude surgiram durante uma auditoria do Tribunal de Contas do Espírito Santo, em Aracruz. A denúncia foi encaminhada ao Nuroc e ao MPES, que aprofundaram a investigação e pediram a prisão dos envolvidos.

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