05/06/2009 às 09h58
Compromisso com a educação é compromisso com a vida
Dialogar com a sociedade. Essa deve ser a postura de qualquer instituição de ensino superior que se proponha ativa na sua relação com a melhora da educação.
Foi uma sensação de que é possível mudar a sociedade pela educação o que senti no último sábado, quando, a partir de um convite inédito aqui no estado, participei de um encontro com a direção da Escola de (EMESCAM). Nesse encontro, previamente agendado com as instituições de ensino do Espírito Santo, a boa surpresa do diálogo. A EMESCAM quis saber de nós professores qual era a nossa visão sobre o vestibular aplicado por esta instituição e sobre a própria instituição de ensino.
Durante explanação sobre o papel da EMESCAM enquanto instituição filantrópica, fiquei refletindo sobre a importância de se abrir o diálogo entre ensino superior e sociedade. Ali se configurava uma ação que vi na UNICAMP e na UFMG. Esses dois centros de excelência apresentam para os professores de ensino médio como é elaborada a prova e quais os pontos que os professores precisam trabalhar mais. Ou seja, uma verdade, não uma mentira.
A postura louvável adotada pela EMESCAM deveria ser copiada pela UFES. A nossa universidade federal ignora a existência do ensino médio. Sequer apresenta orientação para o aluno se preparar. Uma farsa absurda. A sociedade estudantil, aliás, deveria fazer uma intervenção nessa postura. Há anos venho reclamando na mídia local desse comportamento lamentável da UFES, mas não aparece resposta. A UFES não ajuda a melhorar a educação no estado.
É importante que se diga que a EMESCAM é um centro de excelência na área médica, ou como querem os seus gestores é “um compromisso com a vida”. E naquele sábado senti que era mesmo. Não vi intenção mercadológica. Em nenhum momento o institucional se comportou de maneira publicitária. Aliás, a postura foi ouvir antes, falar depois. Inteligente. Foi possível apresentar a nossa visão sobre o processo seletivo desta faculdade e sugestões sobre de que maneira a prova poderia ser montada.
Ganhou a comunidade estudantil com a troca. Quem adota essa postura está preocupada com o futuro. E o futuro da educação está exatamente no diálogo. A universidade não pode ser um muro fechado para a sociedade e nem pode ficar isolada dos problemas que circundam os indivíduos. Não cabe mais posturas não participativas. A EMESCAM saiu na frente. Não das outras instituições de ensino superior. Mas no quesito preocupação social. Parabéns pela iniciativa. Espero sinceramente que possamos contribuir para o avanço desta instituição. Abro aqui um canal de diálogo com a comunidade.
FDE – A EMESCAM acaba de firmar parceria com a Rede Nacional de Neurogenética. Através de tal parceria, pacientes com doenças neurológicas hereditárias (como, por exemplo, portadores de Doença de Huntington, Ataxias Hereditárias, ente outras) poderão realizar seus exames para diagnóstico genético. Estes exames serão encaminhados para o laboratório de neurogenética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e o único custo para os pacientes será referente à coleta e envio de sangue por SEDEX (R$ 70,00). O exame genético, que na rede privada custa entre R$ 1.000,00 e R$ 2.000,00 e não é oferecido pelos convênios, não tem custos adicionais.
Este exame permite o diagnóstico preciso quando se trata realmente de uma doença neurogenética, possibilitando assim um adequado aconselhamento quanto ao prognóstico da doença e quanto às chances de outros familiares serem acometidos. Em alguns casos, o exame pode propiciar o tratamento, embora para a maioria das doenças neurogenéticas não haja tratamento específico.
Além da realização de exames os pacientes com estas doenças terão direito a atendimento médico genético, incluindo aconselhamento genético aos familiares e exame neurológico, e também será oferecido aos pacientes acompanhamento de enfermagem, fisioterapia, serviço social, fonoaudiologia e psicologia. Os coordenadores do Projeto de Extensão em Neurogenética são os Profs. Héctor Yuri Conti Wanderley (geneticista clínico) e Renan Domingues (neurologista).
Os indivíduos com algum quadro neurológico hereditário podem ser encaminhados para o Projeto de Extensão através de uma carta de encaminhamento de algum médico da rede pública ou privada, solicitando nesta carta de encaminhamento o atendimento do paciente no ambulatório de neurogenética. O telefone para encaminhamento é o 3334-3478.