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04/11/2008 às 00h38

Treinador quer deixar sua marca na história do futebol capixaba


Foto: André Falcão
Mencionar que alguém é técnico é dizer que algum indivíduo é qualificado, experiente ou apropriado para um determinado cargo ou posto. No futebol não é diferente. Ao contrário de Dunga e Maradona, normalmente, os treinadores, ou também chamados professores, chegam a dirigir uma grande equipe após obter experiências disputando competições e conhecendo adversários. Mas ao mesmo tempo torna-se uma profissão, onde definitivamente o que lhe mantém empregado são os resultados em campo. Vitórias, títulos. É por esse motivo que no perfil desta semana do jornal online Folha Vitória vamos saber um pouco mais sobre a carreira do técnico Giuliano Pariz, treinador de um dos times finalistas da Copa Espírito Santo, o Rio Branco.

Jogando nas escolinhas de futebol em Jaguaré, Giuliano Pariz trilhou o caminho que vários jovens percorrem hoje para chegar à profissional e ganhar notoriedade no esporte, até que foi descoberto e contratado pelo Bahia Esporte Clube, onde avançou para as divisões de base. Ainda na Bahia, Pariz jogou pelo Vitória, já profissionalmente, e foi campeão baiano em 92,95 e 96, além de vice campeão brasileiro, após perder para o Palmeiras na final, em 1993.

Foto: André Falcão
Deixando a terra primeira, Giuliano foi para o futebol carioca por empréstimo, onde atuou pelo Botafogo durante seis meses. Um ano após o regresso para a Bahia, voltou ao Espírito Santo para defender a camisa do seu hoje rival, a Desportiva. Do Espírito Santo para Brasília. Giuliano partiu para o Gama, onde disputou o Campeonato Brasiliense. Em seguida, defendeu a camisa do time do Avaí e Volta Redonda, até que foi para o Maranhão e tornou-se bicampeão estadual.

Completando o ciclo como jogador, Giuliano Pariz foi para o Piauí e terminou a carreira em Jaguaré, time que o levou ao lugar mais alto do pódio no ano passado na Copa Espírito Santo. Ainda em 2007, Giuliano Pariz foi vice-campeão da série B do Capixabão pelo Rio Bananal. Na ocasião, perdeu o título para a Desportiva, já comandada pelo técnico Cosme Eduardo.

No próximo final de semana, Giuliano Pariz e Cosme Eduardo voltam a se enfrentar no maior clássico do futebol capixaba entre Rio Branco e Desportiva, que após 23 anos irão decidir um título. As partidas de ida e de volta começam no próximo domingo (9) e valem o título da Copa ES 2008 e uma vaga na Copa do Brasil.

Foto: André Falcão
Folha Vitória:
Rio Branco mostrou um futebol de alto nível técnico contra o Serra na primeira partida da semifinal. O próprio Ronicley chegou a afirmar que as suas substituições ganharam o jogo. Foi verdade?

Giuliano Pariz: Foi interessante. Nós trabalhamos durante a semana nos preparando para nos adaptarmos a diferentes posicionamentos táticos em campo. Em um momento do jogo eu senti que poderia mudar a história da partida se tirasse um volante e colocasse um atacante, trazendo mais agressividade a equipe. Deu certo.

Folha Vitória: Quando é que em um jogo decisivo o técnico faz a diferença?

Giuliano Pariz: Na postura da equipe, no pensamento rápido. Você pode mudar o jogo com substituições, mas pode alterar positiva ou negativamente. Aprendemos estudando as outras equipes.

Foto: André Falcão
Folha Vitória:
Muitos chegaram a dizer que o Giuliano tinha tudo para ainda estar jogando, até mesmo poderia estar na Copa ES. O que acha disso?

Giuliano Pariz: Não, meu ciclo como jogador acabou. Já não tinha motivação. E quando falta é melhor parar. Com 35 anos eu não teria um futuro promissor. E jogar por salário não é o que desejo.

Folha Vitória: Qual atleta você mais admira?

Giuliano Pariz: São muitos, mas de cabeça assim prefiro lembrar o Kaká. Ele é um exemplo como jogador e como pessoa. Mesmo jovem e talentoso não deixou que a curtição interrompesse sua carreira. Ao contrario, seguiu o evangelho.

Folha Vitória: O regulamento da Copa ES prevê jogadores com idade média entre 23 anos. Esse é o caminho a ser seguido no Capixabão?

Giuliano Pariz: Na minha opinião não. Na Copa Espírito Santo sim, no Capixabão não. Na Copa é o momento em que descobrimos jogadores. Com 24 anos, você está iniciando na carreira e procura espaço. Se fizermos isso vamos barrar outros talentos que estão acima da idade permitida. Muitas pessoas pensam em si próprias, em ganhar dinheiro com o esporte. Esquecem do atleta. Falta planejamento.

Foto: André Falcão
Folha Vitória:
Na sua opinião o que motivou o enfraquecimento do futebol capixaba? Incentivo? Estrutura?

Giuliano Pariz: Falta incentivar. Depende muito do bom senso. Temos que investir a longo prazo. Mas existem pessoas que não se importam. Estão por dinheiro. Hoje tenho um time jovem e um contrato para disputar o Capixabão do ano que vem. Se tiver que chamar reforços, vou chamar apenas três. Nós pensamos na frente.

Folha Vitória: Hoje você acredita que estamos vivendo um momento de ascensão do esporte no ES?

Giuliano Pariz: Estamos sim. Estamos nos estruturando. Pensando no amanhã. Temos bons jogadores, bons técnicos, bons profissionais.

Folha Vitória: No futebol hoje quem você apontaria como destaque? Você se arriscaria a montar uma seleção de jogadores da Copa ES?

Foto: André Falcão
Giuliano Pariz:
Não é puxando para o meu lado, mas acredito que o Hélder vai dar o que falar. É um bom jogador e cobro muito dele por isso.

Folha Vitória: Rio Branco e Desportiva após 23 anos vão decidir um título em um dos clássicos de maior rivalidade do ES. Você chegou a falar com seus jogadores que de certa forma eles irão marcar seus nomes na história do futebol capixaba?

Giuliano Pariz: Isso eu disse quando cheguei ao time. Falei para o Rio Branco, para os jogadores. Daqui há tanto tempo nossos nomes vão estar lá.



 

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