15/09/2008 às 10h20
Sem ônibus, moradores da periferia de Vitória andam a pé
Foto: Reprodução TV Vitória
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| No B. da Penha, há até microônibus, mas muita gente é obrigada a andar a pé |
Vitória é uma ilha localizada entre o mar e a montanha. Então, tem extensão territorial limitada. Por isso tudo é perto, certo? Errado. O tema da primeira reportagem da série "Vote Consciente" tendo como foco a Capital é o transporte. No Bairro da Penha, há ônibus e microônibus também, mas mesmo assim muita gente é obrigada a andar a pé. A auxiliar de serviços gerais Maria Guilhermina Pereira, por exemplo, vai trabalhar em um horário em que os microônibus ainda não estão circulando no morro. "Tem que ir à pé, chovendo ou fazendo sol...", reclamou a moradora.
Foto: Reprodução TV Vitória
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| O ônibus não há leva a doméstica direito para Jardim da Penha |
Já a doméstica Margareth de Azevedo anda a pé porque o microônibus não a leva direto para Jardim da Penha, onde trabalha. Como não tem dinheiro para pagar duas passagens de ida e duas de volta todos os dias, um dos trechos ela faz a pé. "O patrão só dá uma passagem, então você tem que saltar lá embaixo e subir andando", explicou.
No Morro da Capixaba o problema não é diferente. O senhor Aloísio, amparado por um amigo, sofre para descer as escadas. Ele está doente e é obrigado a ir à pé ao médico. A escadaria é a Lourival Ferreira Lamego, que liga a parte baixa à cidade alta no morro, localizado no Centro de Vitória. São quase 200 degraus em seis lances de escada para finalmente se chegar à Rua Alziro Viana. A população reclama não somente da escadaria, mas também da falta de continuidade da rua, que poderia permitir ao microônibus atender a 70 famílias que moram no alto do morro.
Foto: Reprodução TV Vitória
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| Aparecida Magalhães disse que se pudesse mudaria para outro lugar |
A rua, no entanto, acaba em uma ribanceira. A idéia é levantar pilares e fazer a rua subir morro a cima. Segundo o líder comunitário Maurício Soares, o projeto existe, foi aprovado, orçado em quase R$ 3 milhões, mas nunca saiu do papel. "Alegaram que o projeto não era viável, que iam fazer outro projeto. Já vieram, fizeram. Já estamos no terceiro projeto e continuamos aguardando resposta", lamentou.
A dona-de-casa Aparecida Magalhães disse que se pudesse se mudaria para outro lugar. "Quem dera se eu pudesse sair daqui. Seria ótimo porque é muito cansativo enfrentar esses problemas todos os dias. Muito difícil", reclamou.
As propostas
Bernardo Teteco (PRTB): Proibição da circulação de qualquer tipo de caminhão em toda cidade, das 6h às 22 horas; Criação da Central Integrada de Controle de Tráfego, com videomonitoramento 24 horas; Implantação do Aerotrem/Monotrem, um sistema ultra moderno, mais barato e eficaz que o Metrô de Superfície, que será integrado a um moderno sistema viário e aquaviário.
Carlão (PSOL): "A partir da visão de que este é um problema a ser resolvido no âmbito da Região Metropolitana, utilizaremos todos os meios legais e orçamentários necessários para, efetivamente, resolver os problemas relacionados ao trânsito e ao transporte coletivo. De imediato, o PSOL atuará no sentido de melhorar o funcionamento do atual sistema de transporte coletivo, que deve passar a contar com mais linhas, menor intervalo de espera e ônibus melhor equipados. Com ônibus vazios e mais confortáveis, será possível fazer uma campanha para que os moradores deixem os carros em casa".
João Coser (PT): "Articular com os Governos e municípios da Região Metropolitana a implantação do projeto do Metrô de Superfície. Vamos iniciar a reestruturação da Rodovia Serafim Derenzi; concluir a ampliação da Fernando Ferrari, da Adalberto Simão Nader e Dante Michelini com a implantação de acesso em desnível ao Conjunto Atlântic Ville; ampliar a rede cicloviária; estabelecer parcerias com o Estado para novas ligações viárias com Cariacica e Vila Velha e instalação do sistema aquaviário. Reformar, com implantação de ciclovia e cobertura da galeria, a Av. Leitão da Silva".
José Avelar (PCO): "Para reduzir o trânsito é necessário investimento no transporte coletivo, sua reorganização para atender as verdadeiras necessidades da população, uma vez que hoje atende apenas a necessidade de lucro das empresas e, em especial, uma verdadeira rede de metrô. Descentralização da infra-estrutura urbana. Estatização do transporte urbano para uma racionalização da utilização destes meios, a um melhor atendimento, ampliação das linhas, dos veículos, construção de metrô, entre outros. Formação de comissões amplas, sob o controle dos diretamente interessados".
Luciano Resende (PPS): "Corredores exclusivos de ônibus: ao longo dos principais corredores viários, com linhas de alimentação nos bairros. Aquaviário: junto ao Governo do Estado buscar parcerias para ativação e manutenção desse sistema. Hoje a travessia pela Terceira Ponte está se saturando, com o aquaviário é possível fazer uma linha entre a Ilha de Santa Maria e Prainha. Anel Cicloviário: ampliação e continuidade das ciclovias para formar um anel de ciclovias entorno da cidade para uso seguro do ciclista longe do tráfego de carros. Construção da via expressa ligando a Fernando Ferrari à Serafim Derenze até o Bairro de Santo Antonio e da ligação Vitória/Vila Velha - 4ª ponte".