Uma passageira sofreu uma lesão na coluna e ferimentos na cabeça após um acidente em um ônibus do Transcol, no último sábado (20). A diarista Ivone da Conceição, de 51 anos, afirma que se machucou após o coletivo da linha 508 (Terminal Laranjeiras – Terminal Itaparica) passar em alta velocidade por um quebra-molas no Bairro de Fátima, na Serra.
Segundo testemunhas, o impacto fez com que passageiros fossem arremessados dentro do ônibus. Além da diarista, uma mulher caiu no chão e uma idosa também teria ficado ferida durante o episódio.
Ivone seguia para o trabalho quando ocorreu o acidente. Ela sofreu um corte profundo na cabeça, levou 11 pontos e teve diagnosticada uma lesão em uma vértebra. Desde então, permanece internada em um hospital particular localizado no bairro Gurigica, em Vitória.
Foi imprudência do motorista do Transcol. Ele passou com tudo naquele quebra-molas, que é bem conhecido aqui no bairro. Agora estou aqui, com muita dor, não consigo me mexer. Levei onze pontos na cabeça e posso precisar de cirurgia na coluna.
Ivone da Conceição, diarista
Por causa da lesão na coluna, Ivone precisou ser transferida temporariamente para outro hospital particular, em Cariacica, para realizar um exame de ressonância magnética, na tarde de segunda-feira (22). O procedimento deve indicar a gravidade da lesão, a possibilidade de sequelas e a necessidade de cirurgia.

O genro da vítima acompanha o caso e afirmou que a família aguarda um diagnóstico mais preciso. “Ela teve um corte bem profundo na cabeça e, a princípio, uma lesão em uma vértebra. Viemos fazer a ressonância para confirmar a gravidade. Ainda não sabemos se há risco de sequelas”, explicou.
O que diz a GVBus
Em nota, a GVBus, entidade que administra o sistema Transcol, informou que a empresa responsável pelo ônibus afirmou que o motorista trafegava em velocidade compatível com a via no momento do ocorrido.
A empresa também declarou que o condutor acionou imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e permaneceu no local até a chegada do socorro.
Ainda segundo a GVBus, a empresa lamentou o ocorrido e informou que apura as circunstâncias do acidente.
A família de Ivone, no entanto, afirma que o contato feito até agora foi insuficiente. “Alguém entrou em contato, mas só se identificaram. Não houve visita, nem esclarecimento presencial ou apoio efetivo até o momento”, disse o genro.
O caso segue sendo acompanhado pela família da vítima, que aguarda os resultados dos exames para definição do tratamento médico.
*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record.