Papamóvel Mercedes-Benz transporta Papa Francisco durante viagem ao Brasil

Marca é fornecedora de veículos oficiais para o transporte do Santo Padre há mais de 80 anos

A Mercedes-Benz é fornecedora de veículos para viagens e aparições oficiais dos chefes da Igreja Católica há mais de 80 anos e continua a tradição no Brasil, onde o Papa Francisco utiliza um Mercedes-Benz Classe G modificado.
O envolvimento entre a marca e o Vaticano começou em 1930, com um sedã Nürburg 460 Pullman para o Papa Pio XI e teve continuidade na década de 1960, quando um 300 d landaulet conversível com transmissão automática foi construído para o Papa João XXIII. Seu sucessor, Paulo VI, usou um Mercedes-Benz 600 Pullman landaulet e, mais tarde, um 300 SEL.

A designação ‘papamóvel’ foi usada pela primeira vez na década de 1980 como referência ao Mercedes-Benz Classe G modificado que o Papa João Paulo II usou com regularidade em celebrações na Praça São Pedro, em Roma. Em 2002, a Mercedes-Benz preparou um Classe M para ficar à disposição do Santo Padre. Essa versão especialmente desenvolvida também foi usada por seu sucessor, Bento XVI.

“Estamos muito satisfeitos pela confiança de Sua Santidade, o Papa Francisco, na segurança e conforto de nossos veículos e porque, ao fornecer o papamóvel, continuaremos a acompanhá-lo em suas viagens no futuro”, afirmou Dr. Dieter Zetsche, presidente do Conselho de Administração da Daimler AG e CEO da Mercedes-Benz Automóveis, após um encontro na Casa Santa Marta, hospedaria dos visitantes do Vaticano e atual residência do Papa. “Esta tradição é um grande motivo de orgulho para nós”.
Por muitos séculos, os papas usaram carruagens e liteiras em suas viagens, procissões e aparições públicas. Entre elas, destacava-se a Sedia Gestatoria, o trono papal móvel. Sua função era muito semelhante a dos modernos papamóveis, que tem o assento elevado: tornar o pontífice visível aos fiéis à distância, nas solenidades assistidas por grandes multidões.
 Após a invenção do automóvel, em 1886, passaram-se várias décadas até que o Vaticano utilizasse um veículo motorizado para locomoção do papa. E por que não um Mercedes-Benz? A pergunta foi feita em 1929 por Robert Katzenstein, o encarregado da publicidade da marca em Frankfurt, na Alemanha. Assim nasceu a ideia de criar uma limusine especial para o pontífice.

Na entrega, o Papa Pio XI não escondeu o prazer de seu passeio experimental no automóvel pelos jardins do Vaticano. “Uma obra-prima da engenharia moderna”, declarou ao descer da limusine Pullman baseada no Mercedes-Benz Nürburg 460. O elegante veículo com a estrela de três pontas sobre o capô foi entregue a ele por uma delegação da Daimler-Benz e entrou para a história como o primeiro automóvel a ser usado regularmente por um papa. Era o início de um estreito relacionamento entre o Vaticano e a fabricante de Stuttgart.

Nas décadas seguintes, a Mercedes-Benz ofertou regularmente ao Vaticano automóveis amplamente modificados para uso papal. Nos últimos anos, imagens na televisão e na imprensa tornaram universalmente conhecidos os papamóveis baseados em veículos off-road da Mercedes-Benz, das Classes G e M. As muitas viagens de João Paulo II, especialmente, tornaram famosos esses veículos, pintados nas cores madrepérola e dourado e equipados com a característica cabine envidraçada. Além deles, landaulets e limusines baseados na Classe S também participam das aparições públicas do pontífice.

O Mercedes-Benz Nürburg e os atuais carros papais, um Classe M e um Classe G com carrocerias especiais, são os marcos extremos da história dos automóveis da casa de Stuttgart especialmente fabricados para o Santo Padre. O primeiro modelo moderno, após a Segunda Guerra Mundial, foi um Mercedes-Benz 300 d – o “Adenauer” -, entregue ao Papa João XXIII. O modelo foi transformado num landaulet com plataforma estendida, com cobertura conversível de tecido no compartimento traseiro e rígida na dianteira.

Em 1965, uma delegação da fábrica entregou a Paulo VI uma versão landaulet do Mercedes-Benz 600 e, nos dois anos seguintes, três exemplares do 300 SL série 190. Para a visita do Papa João Paulo II à Alemanha em 1980, a Mercedes-Benz criou o primeiro papamóvel com uma estrutura transparente baseado em modelo off-road, um Classe G modificado, que foi doado ao Vaticano em 1982. Em 1985, a frota do Vaticano recebeu uma versão especial do Mercedes-Benz 500 SEL, seguida em 1997 por uma versão landaulet com grande distância entre-eixos do S 500. Em 2002, foi entregue um papamóvel nos moldes já consagrados pelas versões da Classe G, mas agora baseado no ML 430.

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