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Draghi reitera que BCE tem instrumentos para estimular crescimento e inflação

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Economia

Draghi reitera que BCE tem instrumentos para estimular crescimento e inflação

Davos - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi reiterou nesta sexta-feira que a instituição que comanda tem uma série de ferramentas para impulsionar o crescimento e a inflação. "Nós temos uma série de instrumentos e especialmente nós temos a determinação, a prontidão e a capacidade para agir e para utilizar esses instrumentos", afirmou Draghi, durante discurso em Davos, na Suíça, no Fórum Econômico Mundial.

A declaração de Draghi foi similar ao discurso dele da quinta-feira, quando o presidente do BCE concedeu entrevista coletiva após a instituição decidir manter sua política monetária. Draghi ressaltou ontem que o banco central revisará sua política na reunião de março e pode lançar mão de mais relaxamento monetário.

Hoje, Draghi voltou a deixar claro sua preocupação com a inflação fraca, que segundo ele é resultado de uma forte queda nos preços do petróleo e das turbulências nos mercados emergentes. "Do lado do crescimento e da produção, não vejo qualquer motivo para pensar que as perspectivas mudaram", disse ele. "Mas em relação à inflação as coisas são diferentes. Certamente o quadro nos dá menos razão para ser otimistas por ora."

Uma pesquisa regular dos funcionários encarregados das projeções do BCE, publicada nesta sexta-feira, mostrou uma revisão significativa para baixo nas expectativas deles para a inflação em 2016. A pesquisa prevê que a inflação ao consumidor fique apenas em 0,7% neste ano, abaixo da projeção anterior de 1,0%. A meta do BCE é de buscar uma inflação de 2% no médio prazo.

Draghi disse que os principais bancos centrais do mundo terão políticas monetárias divergentes "por um tempo". A declaração ressalta a prontidão do BCE para dar mais estímulos, enquanto o Federal Reserve, o banco central norte-americano, já começou a elevar sua taxa de juros. Draghi qualificou a decisão do Fed de elevar os juros em dezembro como apropriada e "executada sem falhas". "A recuperação dos EUA está mais avançada do que acontece na zona do euro e no Japão", comparou ele. "Portanto, é perfeitamente natural que as políticas monetárias divirjam e elas estarão em rumo divergente por um tempo e isso estará refletido em diferentes taxas de juros." Fonte: Dow Jones Newswires.