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Balança deve ter em 2017 superávit semelhante ao de 2016, prevê MDIC

Economia

Balança deve ter em 2017 superávit semelhante ao de 2016, prevê MDIC

Abrão Neto citou ainda as projeções de organismos como FMI e OMC de aumento do crescimento econômico mundial e do comércio internacional

De acordo com o secretário Abrão Neto, a balança comercial deve registrar um superávit de US$ 47,7 bi Foto: Divulgação

Brasília - A balança comercial deve registrar neste ano um superávit semelhante ao de 2016, de US$ 47,7 bilhões. De acordo com o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, tanto as exportações quanto as importações devem aumentar neste ano.

"Não vamos fechar uma base de comparação exata ainda. Pode ser acima de US$ 50 bilhões, mas prevemos um patamar semelhante, entre US$ 47 bilhões e US$ 48 bilhões", disse. A projeção leva em conta um câmbio médio de R$ 3,40. No ano passado, a taxa média do dólar foi de US$ 3,48, segundo ele.

O secretário mencionou que o agronegócio deve contribuir para elevar as exportações. A previsão da Conab é de uma safra recorde de 213 milhões de toneladas, alta de 14% em relação ao ano passado. Em relação às commodities agrícolas, Abrão Neto disse que o crescimento na produção mundial de soja e milho pode levar a uma redução nos preços, mas o açúcar deve manter a tendência de alta.

Abrão Neto citou ainda as projeções de organismos como FMI e OMC de aumento do crescimento econômico mundial e do comércio internacional. Principais parceiros comerciais do País, China, Estados Unidos e Argentina devem ter crescimento econômico neste ano.

Também deve ajudar na elevação das exportações o desempenho dos setores automotivo e de carnes. Além disso, deve contribuir para esse desempenho o aumento do número de exportadores brasileiros, que subiu 9,3% em 2016 e atingiu a marca de 22.205 empresas, maior número desde 2004.

Do lado das importações, o secretário disse que a retomada do crescimento da economia brasileira deve elevar a demanda por compras externas. Segundo ele, há uma expectativa de melhora no preço das commodities minerais, que deve influenciar tanto as exportações, devido ao minério de ferro, quanto as importações, em razão de petróleo e derivados.