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BC descarta ampliação de áreas de exploração de petróleo para atrair investimento

Economia

BC descarta ampliação de áreas de exploração de petróleo para atrair investimento

Como de praxe, o Banco Central manda o seu recado ao mercado financeiro sem entrar em detalhes específicos, mas dando pistas da sua avaliação suprimindo palavras ou retirando trechos

Como de praxe, o BC manda o seu recado ao mercado financeiro Foto: Divulgação/Governo

Brasília - No rastro do agravamento da crise da Petrobras, o Banco Central não conta mais com ampliação das áreas de exploração de petróleo para alavancar os investimentos no País. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC suprimiu esse setor da lista de condições financeiras que tendem a favorecer os investimentos. O BC incluiu, por outro lado, o aumento da renda agrícola.

As condições financeiras para a elevação dos investimentos é um dos itens citados pelo BC que serão analisados no balanço de fatores (positivos e negativos) a serem levados em conta nas decisões futuras sobre a evolução da taxa Selic para assegurar a convergência da inflação ao centro da meta de inflação de 4,5% em 2016.

Como de praxe, o BC manda, por meio dos documentos oficiais, o seu recado ao mercado financeiro sem entrar em detalhes específicos, mas dando pistas da sua avaliação suprimindo palavras ou retirando até mesmo trechos e parágrafos inteiros. Foi o que aconteceu com as áreas de exploração de petróleo, setor que sofre com o impacto das incertezas que rondam o futuro da Petrobras diante do escândalo deflagrado pela Operação Lava Jato. Sem o balanço auditado, a empresa está com as portas fechadas para o financiamento interno e externo e com os investimentos paralisados, afetando vários segmentos da economia brasileira.

O Copom destaca como "relativamente" favoráveis as condições financeiras do financiamento imobiliário e a concessão de serviços públicos. Na avaliação do BC para a estratégia de política monetária serão fatores importantes a serem analisados a evolução da política fiscal e a recomposição dos preços administrados, que estavam represados, como as tarifas de energia elétrica.

Em linha com uma avaliação mais pessimista para a atividade econômica, o BC acredita que o consumo das famílias tende a se estabilizar, devido a fatores como o crescimento da renda e a expansão do crédito. O prognóstico anterior era o de que o consumo das famílias estava em ritmo "moderado de expansão".