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BC: juro no crédito livre sobe com alta de spread bancário e 'efeito composição'

Economia

BC: juro no crédito livre sobe com alta de spread bancário e 'efeito composição'

Brasília - Apesar da queda do juro básico da economia, a taxa média praticada nas operações de crédito livre - sem destinação específica - voltou a subir no mês de fevereiro. O Banco Central explica a alta pelo "efeito composição", já que há menos dias úteis em fevereiro, o que diminuiu o uso do crédito à vista no cartão - operação sem juros. No crédito livre, o juro médio subiu 0,1 ponto, para 18,3%. Para pessoa física, a alta foi de 0,5 ponto, para média de 53,2%.

Além disso, os dados apresentados pelo BC mostram que o aumento no juro do crédito livre no mês passado foi determinado exclusivamente pelo aumento dos spreads bancários - margem entre a taxa de captação e o juro cobrado dos clientes. No mês, o spread médio subiu 0,7 ponto, para 42,5 pontos porcentuais. Nas linhas para pessoas físicas, a alta foi de 1,1 ponto, para 62,3 pontos.

"A alta do juro em fevereiro é resultado do efeito da composição da carteira de crédito. Em fevereiro, há menor volume do crédito à vista no cartão, o que eleva a média praticada", explicou o chefe do departamento econômico do BC, Tulio Maciel.

O técnico esclareceu que o crédito à vista do cartão é uma modalidade "com juro nulo" - já que há incidência de juro zero no crédito do cartão que é pago integralmente na data de vencimento - e em fevereiro há menor utilização dessa linha porque há menos dias úteis. "Como é uma modalidade com juro nulo, a média do mês subiu."

Captação

Ao contrário do spread que subiu no mês passado, os bancos estão pagando menos para captar dinheiro no mercado. Em fevereiro, a taxa de captação geral caiu 0,4 ponto, para 10,7% ao ano. Nas linhas para pessoas físicas, o recuo foi ainda mais intenso 0,6 ponto em um mês, para 10,9%.

Sobre a perspectiva futura para o juro, Maciel disse que esse "efeito composição" que ajudou a subir as taxas no mês passado deverá atuar em sentido contrário no mês de março. Ou seja, o efeito tende a amenizar as taxas cobradas dos clientes.

Previsão de empréstimos

O Banco Central manteve a previsão de que o estoque de crédito crescerá 2% em 2017 na comparação com o ano passado. De acordo com cenário apresentado pelo chefe do Departamento Econômico do BC, foi mantida a expectativa de expansão de 2% na carteira de crédito direcionado e também 2% para o crédito livre. Com esse cenário, o BC manteve a previsão de que o ano terminará com relação crédito/Produto Interno Bruto de 48%. Atualmente, o indicador está em 48,7%.

Maciel também informou que foi reduzida a expectativa de aumento do estoque de empréstimos dos bancos estatais. Essa previsão foi diminuída de 3% para 2% no ano. Segundo o técnico do BC, o comportamento recente dessas instituições fez com que o BC ajustasse a previsão.

Ele ressaltou que essa decisão não tem relação com o cenário macroeconômico. Sobre os bancos privados, foi mantida a previsão de aumento de 1% na carteira das casas nacionais. Para os privados estrangeiros, permaneceu a previsão de expansão de 2% das operações.