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Fluxo cambial mostra que mercado vê melhora da economia, diz a GO Associados

Economia

Fluxo cambial mostra que mercado vê melhora da economia, diz a GO Associados

Brasília - O mercado financeiro internacional decidiu apostar nos primeiros sinais de melhora da economia e direcionou para o Brasil recursos para investimentos especulativos e na produção, segundo o diretor de Pesquisa Econômica da GO Associados, Fábio Silveira. "O investidor externo está satisfeito, e mercado vive da perspectiva", salientou ao comentar o ingresso líquido de US$ 13,1 bilhões de fluxo cambial em abril, o maior desde julho de 2011.

Para Silveira, a melhora da percepção externa sobre o Brasil teve início dias antes da divulgação do balanço da Petrobras. "Houve melhora nas bolsas já e o mercado é muito rápido", considerou. Ele salientou que, nos últimos 30 dias até 1º de maio, o mercado acionário reagiu e o ganho foi de 7,5%. "Não é que seja uma maravilha, mas o mercado aposta que a recuperação da economia brasileira pode ocorrer, ainda que não saiba quando isso vai ocorrer: se no fim deste ano ou só no ano que vem", considerou.

Além do balanço, também pesou positivamente na atratividade brasileira, segundo o economista da GO Associados, a perspectiva de aprovação do ajuste fiscal. "E teve ainda o roadshow que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fez no exterior a investidores, bancos, enfim... Isso trouxe mais credibilidade ao cenário", citou. Para coroar o interesse no Brasil, o retorno financeiro é fundamental, tendo como parâmetro que a Selic está em 13,25% ao ano. "É o maior do mundo em termos nominais."

Silveira destacou que, além de investimentos em portfólio, o fluxo registra também recursos voltados para o setor produtivo. Ele lembrou que o investimento direto estava muito ruim em janeiro e fevereiro e que agora pode-se pensar em uma retomada. "Além disso, o mercado também não gosta de muito dólar alto demais e que suba rapidamente porque isso vira inflação e depois mais juro. O mercado entende que o câmbio não vai pressionar a inflação mais do que pressionou."