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BC mostrou piora das condições de crédito, diz LCA

Economia

BC mostrou piora das condições de crédito, diz LCA

São Paulo - Ocorreu em maio uma piora das condições de crédito no Brasil, com alta da inadimplência depois de 4 meses de estabilidade, aumento da taxa de juros total na categoria livre, aceleração do spread e redução dos prazos médios, destacou ao Broadcast Wemerson França, economista da consultoria LCA. "Essa realidade foi determinada por alguns fatores, entre eles a redução da força da geração de empregos no País, maior moderação do avanço do rendimento real dos trabalhadores e aumento da cautela das famílias para buscar financiamentos", comentou.

De acordo com França, a taxa média de juros no crédito livre alcançou 32% ao ano em maio e ficou acima dos 31,7% registrados em abril. No mês passado, a taxa de inadimplência no crédito livre atingiu 5,0% marca superior aos 4,8% apurados entre janeiro e abril. Por outro lado, o spread médio no crédito livre apresentou uma trajetória ascendente desde o primeiro mês do ano. O indicador atingiu a marca de 18,9% em janeiro e foi subindo constantemente e alcançou 20,7% em maio. Além disso, o prazo médio de concessão de crédito baixou de 37,3 meses em abril para 34,5 meses em maio.

"Essa deterioração das condições de financiamentos em geral no País deve gerar uma redução do ritmo de concessão de crédito total em dezembro, no acumulado em 12 meses", ponderou o economista da LCA. "Eu estimava que esse indicador subiria 13,3%, mas com os sinais mais recentes ele deve ficar menor, entre 12% e 13%."

No caso da inadimplência total para crédito livre, Wemerson França estima que deve fechar o ano ao redor de 4,5%, marca inferior aos 5,2% apurados no encerramento de 2013. Para empresas, ele prevê que a taxa baixará dos 3,5% apurados no fim do ano passado para 3,2% no encerramento de 2014. Para as famílias, ele espera uma redução da inadimplência de 7,2% para 6% no mesmo período. Embora o mercado de trabalho esteja perdendo força, ele destaca que o nível de desemprego no Brasil é um dos menores da história recente.