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BC prevê queda de 0,4% no PIB da indústria em 2014

Economia

BC prevê queda de 0,4% no PIB da indústria em 2014

Brasília - Em meio a expectativas por medidas de estímulo à atividade industrial, o Banco Central (BC) rebaixou severamente sua projeção para o crescimento do PIB da indústria em 2014, de acordo com Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na manhã desta quinta-feira, 26. Para a autoridade monetária, o produto da indústria brasileira deve ter uma retração de 0,4% em 2014, ante uma projeção anterior de crescimento de 1,5%. Em 12 meses até o primeiro trimestre de 2015, a indústria deve crescer apenas 0,1%.

O documento divulgado hoje trouxe previsões mais pessimistas para todos os setores da economia em 2014. Para o BC, o setor agropecuário vai crescer 2,8% em 2014, ante 3,5% na estimativa anterior. O setor de serviços, de acordo com o relatório, deve ter uma expansão de 2%. No documento de março, o BC contava com uma alta de 2,2% para esse setor.

Apesar das medidas de estímulo aos investimentos lançadas durante todo o governo Dilma Rousseff, o Banco Central também acusou um recuo significativo das expectativas para a evolução da capacidade produtiva no País. Para o BC, formação bruta de capital fixo deve recuar 2,4% em 2014, ante uma projeção anterior de crescimento de 1%. Já a estimativa de crescimento do consumo das famílias foi mantida em 2%, bem como a previsão de aumento de 2,1% do consumo do governo.

Tarifas de eletricidade

A projeção de aumento das tarifas de eletricidade subiu de 9,5% para 11,5%, segundo o Relatório Trimestral do BC. Devido ao aumento do preço da energia elétrica, graças à necessidade de uso de usinas térmicas, a maioria dos reajustes dados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) neste ano superaram os dois dígitos. Por outro lado, o Banco Central considera que haverá redução de 3,8% nas tarifas de energia em 2014.

A previsão anterior era de estabilidade nesses preços. Além disso, o Banco Central considera as variações ocorridas até maio de aumento de 0,7% no preço de gás de bujão (ante 0,3% anteriormente) e uma alta de 1,4% no preço da gasolina (ante 0,6% anteriormente).

Dessa forma, a projeção do BC para a variação do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados, tanto no cenário de mercado quanto no de referência, foi mantida em 5% para 2014 - mesma alta considerada no relatório anterior, divulgado em março. Para 2015, entretanto, a projeção foi elevada de 5,0% para 6,0%. Para 2016, o BC estima que a alta dos preços administrados será de 4,5% - mesmo valor do último relatório. Colaborou Laís Alegretti).